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A origem de Rio Bonito

22/05/2012 14:59:44

Edson Soares - Fique por Dentro

A ORIGEM DE RIO BONITO
            A origem do povoado riobonitense ainda requer um estudo mais aprofundado para ser determinada com segurança, segundo o professor Arnupho Dobbin Ferro. “Sua população nativa era formada por índios Tamoios, condição aceita como verdadeira entre nós, carecendo, entretanto, de provas contundentes. Quanto ao homem branco, os primeiros moradores foram os portugueses”, informa. De acordo com o historiador Monsenhor Pizarro, a população da freguesia era em torno de 1.789 indivíduos, sendo 841 livres e 948 escravos, entre os anos de 1755–1760. “Um de seus primeiros exploradores, o português Gregório Pereira Pinto, fazendeiro em Itaboraí, mas residente no Rio de Janeiro, requer licença para erigir em sua fazenda, na margem do rio Bonito, na localidade do Rio do Ouro, uma Capela destinada ao culto de Nossa Senhora da Madre de Deus, doada à Sé Apostólica do Rio de Janeiro em 1762. O Relatório do Marquês de Lavradio informa que cinco engenhos foram construídos entre 1769–1772, o que pode indicar que a criação da freguesia ocorreu pela expansão do cultivo de cana na região”, explica.

A HISTÓRIA EM FOTOGRAFIAS
            Sobre a exposição fotográfica na Rodoviária, que tenta tracejar um histórico do município, Ferro considera maravilhosa. “O povo passou a olhar um pouco mais para si, começou a enxergar que ele é o personagem principal da história do município. Foi dado um grande passo para que a sociedade olhasse para Rio Bonito como um fator cultural que precisa ser descoberto e discutido. A cultura mexe com as pessoas e esta, quando se movimenta, gera divisas”, enfatiza.

UM PARLAMENTAR EM DESTAQUE
            Ao longo da história do município, o professor Arnupho destaca o prefeito Celso Peçanha. “Quando aqui chegou o centro da cidade era um mar de lamas ou poeira. Mesmo com poucos recursos municipais, calçou as principais ruas. Mas, todos os prefeitos fizeram coisas importantes para todos nós, isso não podemos esconder”, diz.

CULTURA E EDUCAÇÃO
            Atualmente, em Rio Bonito se encontra pessoas dedicadas à cultura. Mas, sempre foi assim? “No carnaval da década de 80 várias escolas de samba desfilavam; os clubes organizavam belíssimos bailes. Na década de 70 os bailes da Primavera, os jogos de inverno e os festivais da canção ocupavam nossas cabeças com coisas sadias; isso sem falar nos disputadíssimos campeonatos de futebol organizados pela Liga Riobonitense. Tudo isso era cultura de qualidade e comandada, gratuitamente, por pessoas devotadas ao município. Hoje as coisas mudaram, tanto aqui como em outros municípios, não dá para se entender mais nada”, observa. Já aposentado, o professor Arnupho diz que ouve falar que a Educação vai de mal a pior no município. “Quase ninguém mais quer ser professor. Por aí pode se avaliar como as coisas estão. Creio que, em breve, a Educação, a partir de uma determinada escolaridade, será on  line”, analisa.

FUTURO DO MUNICÍPIO
            De forma geral, o que se pode esperar de um município como Rio Bonito daqui a dez anos? “Bem, se o pólo petroquímico fizer migrar para cá as mais de 40 ou 50 mil pessoas, como foi estimado, a coisa vai ficar pior do que já está. Já pensou como será a coleta de lixo? O transporte urbano? A segurança da população? A saúde? A distribuição de água? O trânsito? É realmente muito preocupante”, lamenta.

RECADO À POPULAÇÃO
            O professor Arnupho deixa um recado para a população riobonitense. “Certa vez, Viriato Corrêa disse que o que faz um país rico não são suas riquezas naturais, seu lindo céu azul, o verde de sua montanha, e sim, sua gente. Se as pessoas são generosas, tolerantes, amigas, bondosas, prestativas e honestas, então esse país é rico. Esse é o perfil do povo riobonitense que me acolheu e me seduziu com seu encanto há 40 anos quando aqui cheguei para lecionar e nunca mais tive forças para ir embora. Assim, peço a todos que, em suas casas, em suas igrejas, em seus locais de trabalho, nas ruas, praças e escolas que levantem bem alto a bandeira de Rio Bonito – símbolo de nossas esperanças de dias melhores para todos e em homenagem àqueles que, em vida, fizeram o melhor por essa terra abençoada por Deus”, destaca.

QUEM INDICA O QUÊ
QUEM? Arnupho Dobbin Ferro.
OCUPAÇÃO: Professor de Biologia.
INDICA O QUÊ? O livro “Os Sertões”, do autor Euclides da Cunha.
SUA OPINIÃO: A obra narra, magistralmente, a Guerra de Canudos (1896–1897), no interior da Bahia. Os primeiros capítulos são difíceis de serem lidos, mas depois que se consegue atravessá-los, a leitura é emocionante. O autor narra com tantos detalhes a seca do Nordeste que o leitor se sente no local. É uma das obras-primas de nossa literatura.

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