Guilherme Duarte

Os pecuaristas que ainda não vacinaram o seu rebanho contra a Febre Aftosa terão até o próximo dia 30 de novembro para adquirir e aplicar a vacina, caso contrário poderão ter a propriedade interditada e ficarão impedidos de comercializar seus animais e produtos (carne e leite). Segundo a Superintendência de Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura, o produtor terá até o quinto dia útil após o término da Campanha para comprovar a vacinação junto ao Núcleo de Defesa Agropecuária de sua região. O prazo não será prorrogado.

Essa é a segunda etapa anual de vacinação contra Febre Aftosa. Anteriormente a imunização no território fluminense ocorria nos meses de março e setembro. A partir de agora, com a unificação das datas em quase todas as unidades da federação, pelo Ministério da Agricultura, a vacinação acontecerá nos meses de maio e novembro. Na primeira etapa, cerca de 25 mil animais foram vacinados em Rio Bonito, o que representa 88,58% do total. Em Tanguá, 6.875 animais foram imunizados (84,04%). Já em Silva Jardim, mais de 52 mil animais tomaram a vacina (93,91%). As informações são do Núcleo de Defesa Agropecuária de Rio Bonito (NDA-RB), que atende a esses três municípios.

De acordo com a agente de atividades agropecuárias da NDA-RB, Giovana Guimarães, os animais que tomaram a vacina na primeira etapa também precisarão ser imunizados na segunda etapa. “A meta é vacinar 100% dos animais da região. Ao todo, quase 90 mil animais foram imunizados na primeira etapa. Há 11 anos o Estado do Rio de Janeiro não registra nenhum caso de Febre Aftosa, por isso é importante que os produtores continuem vacinando seu rebanho para evitar que haja foco da doença na região”, disse Giovana, lembrando que para os pecuaristas que não comprovarem a vacinação “serão aplicadas as penalidades previstas na legislação, que inclui multa e suspensão da comercialização de produtos e subprodutos e do trânsito de animais”.

A vacina custa em média R$ 15 (1 frasco com 10 doses) e é encontrada em lojas do ramo. Após a compra, a vacina deve ser conservada em geladeira ou em uma caixa de isopor com gelo até o momento da aplicação, que é feita pelo próprio produtor. Durante as aplicações, as vacinas devem ficar na sombra e continuar dentro do isopor, caso contrário, poderá perder sua eficácia. Terminada a vacinação, o produtor deve preencher as informações do formulário “Declaração de Vacinação”, adquirido no Núcleo de Defesa Agropecuária de sua região, e o entregar neste mesmo local junto com a cópia da nota fiscal de compra da vacina.

A doença

A Febre Aftosa é uma doença viral altamente contagiosa, que pode ser transmitida através do contato dos animais sadios com os animais contaminados, alimentos, equipamentos veterinários, entre outras maneiras. Os principais sintomas são febre alta e muitas aftas na gengiva e na língua. Estas aftas são extremamente doloridas, causam salivação (o animal fica babando) e impedem, por causa da dor e do incômodo, os animais de se alimentarem, levando-os ao emagrecimento e fraqueza. Além das aftas, surgem feridas nas tetas e nos cascos. Os animais passam a mancar por causa da dor e às vezes se deitam e não se levantam mais. As feridas nas tetas podem transmitir o vírus para o bezerro e também para as pessoas, principalmente o ordenhador.