ESPERANÇA

No princípio

A ilusão de um menino

Decorava sua infância com o que a tela oferecia

Sonhava com seus ídolos noite e dia

O tempo passou

O menino começou a encarar a vida

Dura, complicada, cruel

Sem orientação, provou do fel

Grandes oportunidades bateram à sua porta

Algumas aceitas e vivenciadas

Luzes, câmera, ação!

Outras descartadas... Quanta decepção!

Sua natureza

Sempre sensível dedicou carinho a todos

Sem exceção

Nunca teve orgulho quando precisou pedir perdão

A desilusão

Tentou destruir sua singela natureza

Massacrada pela rejeição e pelo tormento

Jamais negou favor em algum momento

Do nada

Depois da tempestade

Surge uma esperança

Algo novo revelou uma porta para o homem-criança

Se ao adentrar

Ainda ocorrerem decepções ou frustrações,

Já estará experiente

E saberá lidar com a solidão de forma consciente

O ganho

Dessa existência-novela

Traz para a tela da vida

Quem se permite viver a realidade sofrida

Contudo

A esperança brota como boa semente

E, como seu coração é terra boa,

A partir de então não vai mais se permitir chorar à toa