
1) ORGANIZAÇÃO NO MUNDO DA CONFUSÃO
Ser organizado exige um certo esforço. Como manter-se exímio se tudo à sua volta está embaralhado? Pessoas correm para lá e para cá: nunca podem parar; sempre estão com pressa; não reservam mais um tempo para si nem se quer para “respirar”... Aí complica: quem consegue viver sem ter, no mínimo, um pouquinho de tranqüilidade? O ser humano não tem capacidade-nata para resistir tanta pressão e, por isso, muitos acabam tendo infarto e, em certos casos, até, fulminante. Isso é o próprio corpo dizendo “eu não agüento mais, preciso descansar”. Às vezes, ele dá sinais de alerta, mas o seu dono finge não entender e continua em sua maratona... Saúde é uma só: quem a tem deve conservá-la e quem a já perdeu deve tratá-la: enquanto há vida, há esperança; existem ótimos médicos que podem ser fiéis condutores nessa jornada. Que tal consultá-los e dar mais ouvidos às suas sábias palavras?
Claro que a vida anda difícil para todo mundo, mas o descanso, os momentos de dedicação à família, ao lazer e à boa leitura, devem estar incluídas na agenda semanal. Quem não gosta de receber carinho? A família, em meio a esta confusão é quem mais sofre porque se trata de humanos que precisam de atenção, diálogo, compreensão e alguém de sua “tribo” que, no mínimo, os ouça e oriente. Feliz aquele que conserva a sua casa um lar de paz, descanso e união!
Embora a pessoa consiga organizar tudo onde mora, no trabalho e em outros âmbitos da sociedade em que atua, é obrigado a conviver com a falta de cuidado e apego dos outros. A todo momento uma “bomba” estoura; surgem notícias inesperadas; decepções aos montes; falta de dinheiro para cobrir a despesa mensal e ainda vê-se obrigado (pela necessidade) a adquirir mais dívidas. Ufa! Haja coração para tanta confusão!
Mas, a vida é assim. Organizado ou não, cada um deve “tocar o seu barco”, respeitar um ao outro e acreditar que, com paciência e precaução, vai “dar conta do recado”. Como enfatiza um comercial de TV, “brasileiro não desiste nunca”. Mesmo quando parte desta terra deixa seus frutos, que florescem e permanecem na continuidade do trabalho de um outro que, apesar de dar seqüência a algo já idealizado, escreve uma nova história... A sua história. Isso é o máximo, não é mesmo?
2) O LIVRO DE BIA BEDRAN
A cantora Bia Bedran lança o livro “Deus” com ilustrações de Thaís Linhares, amanhã (domingo), às 16h, na Livraria da Travessa, que fica na Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro. Vale a pena conferir!
3) A OPINIÃO DE UM ESCRITOR
Colocar sobre o papel palavras que, unidas, formam um texto ou relatam uma história verídica ou ficção, é privilégio de alguns. O escritor André Sant’Anna – com três livros publicados no Brasil e dois em Portugal – revela sua experiência. “Tento escrever como se estivesse fazendo música. O conteúdo vem sempre com uma linguagem diferente, com uma linha melódica diferente. Cada livro tem o seu jeitão. Meus livros são mais ou menos planejados, mas no decorrer do processo, acabo mudando várias vezes de rumo”, explica.
Ele, que escreveu três livros de grande sucesso e repercussão (“Amor”, “Sexo” e “O Paraíso é bem Bacana”), diz não entender nada de mercado literário. “Nunca ganhei dinheiro com literatura. Aliás, literatura, no Brasil, não tem nada a ver com dinheiro. O direito do escritor é escrever o que bem entende, sem garantia alguma de que será publicado”, confessa.
André considera o Brasil um país de semi-analfabetos e não se preocupa com a pirataria. “Não tem essa de pirataria, não. Se alguém xerocar os meus livros e distribuir de graça por aí, acho ótimo”, diz.
Depois da Copa, vem a batalha dos políticos com as Eleições 2006 e o escritor, em seu posto de cidadão, fala sobre o assunto. “Este ano está difícil para votar. E as respostas não estão nos livros. Que as pessoas tentem ir para o lado contrário do que dizem os jornais, revistas e televisão”, desabafou André Sant’Anna.
4) ARQUITETURA EM QUESTÃO
Na hora de construir a casa o acompanhamento de um arquiteto e um engenheiro se faz necessário. A orientação nas medidas e o equilíbrio nas escolhas são fundamentais para um bom resultado da obra. De acordo com a estudante do 6º período de Arquitetura da Universidade Plínio Leite de Niterói, Aline Nóia, 25 anos, o arquiteto desenvolve projetos que trabalham na funcionalidade da construção e sua estética. “Ele também cuida da harmonia entre as cores e a divisão do ambiente. Além disso, que tipo de obra cai bem para o local onde vai ser desenvolvida para não haver impacto da vizinhança, como quem faz uma casa muito moderna onde só existem casas coloniais. Isso não combina. O arquiteto cuida, ainda, da parte de legalização da obra na Prefeitura”, explicou.
No decorrer do processo, em algum momento, os dois profissionais – o arquiteto e o engenheiro – se encontram para discutir assuntos concernentes à construção. “Nos encontramos no levantamento da obra para decidir quais os tipos de materiais vão ser usados. O engenheiro vai dizer ao arquiteto os recursos para levantar aquela edificação, em termos estruturais, já que ele (o engenheiro) cuida mais da parte estrutural”, esclareceu.
Aline, que mora em Itaboraí e trabalha há 6 anos como vendedora de mármores e, com isso, adquiriu experiência na área de Arquitetura, alerta quanto aos cuidados que um profissional deve ter no trabalho. “Deve ter cuidado na escolha dos materiais, na contratação da equipe que vai trabalhar na obra e na sua localização, ou seja, saber onde está o norte e o sul, os locais onde o sol bate, etc., de modo que não comprometa a funcionalidade e a estética da edificação em si e, principalmente, que agrade a seu cliente”, disse.
Muitas vezes, o desejo do cliente é realizar pontos, em sua casa, que podem, além de trazer prejuízos, representar perigo para a família. Então, entra a orientação do arquiteto. “Nesse caso, tem que auxiliar o cliente na funcionalidade da coisa. De repente, ele quer um lugar escorregadio numa área molhada e isso não é aconselhável. O que vai ser perigoso, devemos alertá-lo. O arquiteto tem que agregar a sua experiência ao desejo do seu cliente”, afirmou Aline Nóia.
::::::::::::::::::::::::::::::
QUEM INDICA O QUÊ
::::::::::::::::::::::::::::::

QUEM? Thiago Montanari Marins.
OCUPAÇÃO: Empresário e estudante de Direito da UFF.
INDICA O QUÊ? O livro “A Última Grande Lição”, do autor Mitch Albom.
SUA OPINIÃO: Esse livro é uma lição de um velho homem nos últimos
dias de sua vida (condenado à morte por uma doença incurável). Fala sobre
felicidade, realização humana e esperança. As palavras são comoventes e nos
fazem repensar nos caminhos que escolhemos. É uma belíssima reflexão sobre o
que é ou o que deveria ser realmente importante em nossas vidas.