ENFIM

Antes do “enfim” a gente vive uma novela. Tem “começo, meio e fim”. Esse “fim”, sim, remete-se ao “enfim”. Durante um combate da vida, que subitamente ergue, o que se deseja é o término da guerra, o desfecho da aventura. Em alguns casos, até, logo no seu “começo”, anseia-se desesperadamente pelo desmoronamento da luta. Afinal de contas, por tantos desafios que já encaramos e pelejas sempre à parte, em certos momentos, nos sentimos frágeis, vulneráveis aos vilões. Parece que vão nos vencer. Porém, para aqueles que conservam a fé e a tem no peito como um emblema, se apega a ela e prossegue... Avante... Para vencer. Por mais que perca, a esperança não morre, não vacila; permanece fiel e unida a quem lhe dá o devido e honrado crédito.

Chega de pensar nas dores. Existe também o momento da festa. O sofrimento representa o “meio” da dificuldade. Ele traz, em sua bagagem, o choro, as decepções, as desilusões. E é nesse trajeto que justamente sentamos nos bancos escolares da vida e aprendemos. Somos educados a separar o joio do trigo; a avaliar, considerar, descartar.

Enfim... E a festa? Ah! A festa acontece depois do “fim”. Quando a situação se desfaz pelo tempo pré-determinado para sua permanência, acontece um festejo, independente dos resultados. Perdendo ou ganhando, a festa já está na agenda. Ninguém vai adiá-la por resoluções inesperadas. O que importa é ter ciência de que não dá para ganhar em todas as batalhas; também é importante perder. O currículo pede “experiência”. Raramente algum empreendedor contrata um inexperiente. Para sobreviver, só mesmo um soldado ferido e valente.

Com “começo, meio e fim”, a vida segue assim. Não se considera cor, raça, religião ou condição financeira. Todo ser humano está cerrado debaixo dessa desenvoltura. A gente nasce, vive e morre. Os problemas aparecem, transcorrem e acabam... Enfim.