Guilherme Duarte

Os dias de liberdade da viúva Adriana Almeida podem estar chegando novamente ao fim. Segundo Marcus Rangoni, advogado de Renata Senna – herdeira do milionário da Mega-Sena –, Adriana Almeida violou uma decisão judicial e pode ter a prisão preventiva decretada já nos próximos dias. Rangoni revelou que Adriana vendeu um veículo que estava em seu nome após a Justiça ter bloqueado totalmente os seus bens, o que representa um descumprimento a decisão da juíza.

“Ninguém pode passar por cima de uma decisão judicial. Isso é um afronto a Justiça. Imagina se todo mundo resolve descumprir uma ordem da juíza criminal. A ordem social fica totalmente abalada com a atitude da Adriana. Ela estava ciente da decisão e mesmo assim não cumpriu o que foi estabelecido pela Justiça. Isso é muito ruim para a sociedade riobonitense”, argumentou Rangoni.

De acordo com o advogado, os bens da viúva foram bloqueados no dia 1º de agosto de 2008. Duas semanas depois, no dia 15, Adriana vendeu o veículo Citroen C3, placa KUN – 9601, a uma locadora e revendedora de veículos no município de Petrópolis. “Com o bloqueio dos bens, a Adriana não poderia vender nada que estava em seu nome. A juíza de Rio Bonito já está por dentro da situação e poderá decretar a prisão da Adriana. Está não é a primeira vez que ela descumpriu uma decisão judicial. Recentemente, a Justiça mandou que ela devolvesse uma balança usada para pesar gado e ela não quis devolver”, lembrou Rangoni.

Acusados voltam a ser ouvidos pela Justiça

Na última quinta-feira (12), os seis acusados de participação no assassinato de Renné Senna foram ouvidos pela juíza Roberta dos Santos Braga, no Fórum da cidade. Adriana Almeida foi a primeira a prestar depoimento. Ela chegou ao Fórum por volta das 13h, em um carro importado e acompanhada de seu advogado. Adriana usava calça jeans e camiseta branca e apresentou os cabelos um pouco mais longos do que quando deixou a prisão, em junho de 2008. Segundo o advogado Jackson Costa Rodrigues, que defende a ex-cabelereira, Adriana estava tranquila e respondeu a todas as perguntas feitas pela juíza e pelos advogados dos outros cinco réus.

Dos seis acusados, somente o ex-PM Anderson Silva de Souza e Ednei Gonçalves Pereira, permanecem presos. Adriana, Ronaldo Amaral Oliveira, Marco Antônio Vicente e Janaína Silva de Oliveira respondem ao processo em liberdade.

O novo interrogatório foi uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Um verdadeiro aparato foi montado para receber os acusados. A rua do fórum foi fechada para o trânsito e o policiamento, reforçado. Policiais militares guardaram a escada que dá acesso à sala de audiências, no segundo andar, e só permitiram a entrada dos advogados.