O prefeito de Rio Bonito, José Luiz Mandiocão, esteve reunido com o coordenador técnico da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), João Honorato, o Secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, e o diretor de transportes, Alberto Galo, da Autopista Fluminense_ concessionária que administra a BR 101, para cobrar as melhorias na rodovia que corta a cidade de Rio Bonito. De acordo com Mandiocão as melhorias nos acessos deveriam acontecer antes da cobrança do pedágio que já teve início. "Nós prefeitos não podemos permitir e fechar os olhos para essa cobrança. A concessionária responsável pela administração da rodovia não realizou obras fundamentais para as cidades que são atingidas pela privatização. Desde 2006 tenho feito solicitações de melhorias, como construção de passarelas e melhorias nos acessos aos bairros, mas até agora nem resposta nós tivemos. O pedágio não deveria ser cobrado sem a realização dos benefícios", declarou o prefeito que tem participado de audiências públicas e reuniões para discutir o problema.
A reunião serviu para marcar uma vinda do corpo técnico da ANTT e de representantes da Autopista fluminense à cidade no próximo dia 20. Na oportunidade o prefeito acompanhará a visita dos técnicos e aguarda resposta para o início das solicitações que foram feitas há aproximadamente três anos, quando ainda nem se falava em privatizar a rodovia.
As solicitações, cerca de 24, já foram entregues à ANTT, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Autopista Fluminense.
Mais recentemente representantes da empresa responsável pela rodovia alegaram que o pedágio precisa ser reajustado. O prefeito de Rio Bonito questiona o aumento. "Eles iniciaram a cobrança agora e já querem aumentar. Mas nas reuniões anteriores eles sempre destacavam que a cobrança seria a menor de todas. Fizeram poucas obras de recapeamento e já querem aumentar o valor do pedágio", disse.
Embargo- Em outubro do ano passado, a prefeitura embargou a obra de construção da praça do pedágio no bairro Caxito, divisa de Rio Bonito com o município de Silva Jardim. Técnicos da secretaria de Meio Ambiente davam conta de que as obras desviavam o leito do rio e não possuia licenciamento ambiental. A disputa foi parar na justiça.
Fonte: ASCOM