A equipe de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU – Habitat) e da prefeitura municipal de Rio Bonito iniciaram na última segunda-feira, dia 2, o processo de entrevistas da pesquisa que objetiva atualizar indicadores sócio-econômicos do município de Rio Bonito. Aproximadamente 140 domícilios já foram visitados em diversos bairros da cidade. Na próxima semana, as equipes concluem o levantamento de dados da amostra que reunirá 320 domicílios. Este é o primeiro diagnóstico detalhado dos aspectos sócio-econômicos de Rio Bonito.
Essa iniciativa é de extrema importância para o acompanhamento dos possíveis impactos que poderão ser causados pela instalação do Complexo Petroquímico do Rio Janeiro (Comperj), em Itaboraí, na região leste fluminense. O resultado da pesquisa depende do grau de comprometimento da sociedade com o desenvolvimento do município e da região. A análise dos resultados permitirá avaliar o que é necessário ser feito em termos de infra-estrutura e capacitações, além de uma visão mais apurada da realidade do município. Com a coleta desses dados, o poder público poderá conduzir, de forma mais nítida, a adoção de políticas que possam minimizar os impactos negativos desse investimento.
De acordo com a Secretária Municipal de Meio Ambiente, Carmem Motta, que também faz parte da diretoria executiva do Conleste, este trabalho vai auxiliar a cidade na organização dos próximos anos, com vistas ao Comperj. "Com estes dados vamos estruturar a cidade e saber a demanda existente. A idéia é monitorar anualmente estas informações para saber os aspectos sócio-econômicos do Comperj em Rio Bonito".
A cidade de Rio Bonito, localizada na baixada litorânea e com cerca de 52 mil habitantes, é o primeiro município, dos onze que compõem o Conleste, a receber uma pesquisa sócio-econômica, encomendada pela Petrobrás para acompanhar os efeitos da construção do Comperj. O objetivo é captar informações sobre a situação sócio-econômica da população local, e avaliar o impacto que o Comperj vai exercer sobre esses moradores, tanto os aspectos positivos quanto os negativos. "Nós já temos o cadastro de todos os domicílios de Rio Bonito e já mapeamos a região. Só faltava fazermos a pesquisa para atualizarmos os dados sócio-econômicos que estão defasados", garante Fernanda Aranha, da ONU-HABITAT.
A realização deste censo é um projeto piloto que está sendo testado em Rio Bonito. A iniciativa deve ser realizada nos outros municípios que sofrerão alguma influência do Comperj. Para auxiliar na realização da pesquisa, a prefeitura de Rio Bonito disponibilizou carros, equipamentos e pessoal de apoio para garantir o sucesso do projeto. A secretária de Meio Ambiente da cidade afirmou que esses dados serão fundamentais para o planejamento de obras e na realização de novos investimentos no município. "Esse diagnóstico é fundamental para planejarmos as nossas ações futuras, mediante os efeitos oriundos da construção do Comperj", afirmou Carmem Motta.
Fonte: ASCOM