Flávio Azevedo
Preocupado com a queda de braço entre a prefeitura de Rio Bonito e a Autopista Fluminense e com o objetivo de obter informações sobre as melhorias que a concessionária pretende fazer na BR – 101, o presidente da Câmara Municipal de Rio Bonito, vereador Fernando Soares (PMN), visitou a sede da empresa, no Parque da Luz, no 3º Distrito, no último dia 19. O parlamentar foi recebido pelo diretor superintendente da Autopista, Alberto Gallo, e por cerca de 1h conversou sobre os projetos para a rodovia. Ele enfatizou que a concessionária é controlada com rigor pelas agências reguladoras do governo.
Sobre o acesso à rodovia pela Rua Major Ferreira (subida da Ojuara), o diretor superintendente revelou que o fechamento foi uma solicitação do prefeito José Luiz Antunes (DEM), que também teria solicitado o fechamento do acesso à BR–101 pela Rua Dr. João Batista. De acordo com ele, “essa rua não foi fechada porque ela dá acesso a uma clínica e não queremos dificultar a chegada das pessoas a esse serviço”. Ainda segundo Alberto Gallo, sobre as melhorias que o município tem cobrado para a BR–101, ele tem conversado regularmente com o vice-prefeito Matheus Neto (DEM) e já visitou os pontos apontados como vulneráveis pelo prefeito, em companhia dos secretários municipais Ronen Antunes (ex-secretário de Obras) e Luis Francisco Soares (Desenvolvimento Urbano).
Questionado por Fernando Soares a respeito das melhorias aos acessos dos bairros à BR – 101, Alberto Gallo revelou que por ocasião da duplicação das pistas isso certamente acontecerá. Ele, porém, reconheceu que não pode prever uma data exata para a realização dessas obras. “Nós recebemos a definição de quando devemos acabar as obras e não quando começar. Aqui nessa região existe um período de chuva muito característico que impede uma previsão precisa para as nossas ações”. Gallo apontou outras dificuldades. Segundo ele, a rodovia atravessa duas reservas ambientais e a empresa depende de licenças para dar continuidade as suas ações. “Tudo contribui para a lentidão do serviço”.
Controle da ANTT
O diretor superintendente da Autopista Fluminense, Alberto Gallo, revelou que tudo que é feito pela concessionária é determinado pela Agência Nacional Transporte Terrestre (ANTT). Ele comentou que está previsto para o cruzamento do Rio do Ouro, a construção de mais um viaduto. Já no Boqueirão, Gallo afirmou que o contrato não deixa claro o que deve ser feito. Sobre uma saída do Boqueirão pela Rua Padre Vitulino (rua da Rio Ita), ele comentou que o contrato não prevê exatamente isso, “mas reconhecemos que algumas melhorias são necessárias naquele trecho. Quem decide é a ANTT e nós vamos cumprir o ela determinar”.
Segundo o diretor da concessionária, a obra realizada na saída da ViaLagos para a BR–101, em direção ao o Rio do Ouro, “foi uma determinação da ANTT e nós prontamente atendemos”. Sobre os ganhos do município com a arrecadação do pedágio – “um dos mais baratos do Brasil”, segundo Alberto Gallo –, a cidade vai receber o ISS, que será repassado aos municípios de maneira igual. A previsão da empresa é que as cinco praças de pedágio consigam arrecadar anualmente cerca de R$ 80 milhões. De acordo com ele, no município de Casimiro de Abreu, a prefeitura anunciou que vai construir postos de saúde com o ISS pago pela concessionária.