José Corato

O cruzamento da Avenida Presidente Castelo Branco (Rua dos Bancos) com a Rua Arthur Bernardes, próximo a agência do Banco do Brasil, no Centro de Rio Bonito, registrou mais um acidente, envolvendo dois veículos, na última terça-feira (7). Por volta das 14h15min, o caminhão placa LOH-6213, vindo de Nova Iguaçu, dirigido pelo motorista Édio dos Santos, de 41 anos, trafegava sobre a linha férrea quando colidiu com o Gol placa LRM-0584, de Rio Bonito, dirigido por Jorge Alves de Marins, que seguia pela Arthur Bernardes. A esposa de Jorge, Marlene Machado de Marins, 61 anos, que também estava no carro, se feriu levemente na cabeça, mas não precisou de cuidados médicos. Em poucos minutos duas viaturas da PM chegaram ao local do acidente.

O motorista do caminhão, Édio dos Santos, que estava na cidade fazendo entregas de rações da firma Pesque Trevo, de Nova Iguaçu, se defendeu ao dizer que a preferencial seria sua, pois ele estava cruzando a linha férrea. “Tinha outro carro descendo a rua, o motorista parou para olhar e fiz o mesmo, depois vi que o gol vinha numa velocidade incompatível para o local, tanto que eu parei , batendo em sua lateral, mas o motorista (do Gol) não conseguiu fazer o mesmo, e isso mostra como ele estava correndo”, tentou justificar o motorista do caminhão, acrescentando que “nesse pouco tempo que estou aqui (em Rio Bonito), percebo que os motoristas dessa cidade pensam que eles têm a preferência neste cruzamento, só porque estão numa reta, se esquecendo que estou em cima da linha do trem, e jamais irei pensar que não passa trem”.

Já o motorista do gol, Jorge Alves Marins, de 65 anos, morador de Rio Bonito, comentou que estava passando devagar, quando apareceu na sua frente o caminhão, que só parou depois que ele colocou a mão na buzina para chamar a atenção do motorista. “Ainda deu tempo de desviar da frente do caminhão, mas ele acabou batendo na minha lateral”, disse Jorge Marins. “O acidente quase coloca a vida da minha esposa em risco, mas graças a Deus que não houve nada com ela, só uma pequena pancada na testa”, acrescentou Marins. O motorista também deu a sua versão para o acidente: “Eu já estava no meio do cruzamento, logo a preferência era minha, mas o motorista do caminhão não parou. Espero que as autoridades do município percebam que é necessário ter um guarda aqui nesse local. Será que estão esperando ter uma vítima fatal para isso acontecer?”, indagou o motorista.