Willian Weber

As arquibancadas da quadra de esportes anexa ao Colégio Municipal Dr. Astério Alves de Mendonça, em Rio Bonito, ficaram quase inteiramente lotadas pelos cerca de 250 alunos, professores, pais e moradores participantes, dia 4 de abril, do III Encontro Aguadeira de Educação Ambiental com a Sociedade, organizado pelo Instituto Baía de Guanabara – IBG.

Na oportunidade, a presidente do IBG, engenheira química Dora Hees de Negreiros, após referir-se aos 15 anos de atuação do Instituto, fez um balanço do Projeto em desenvolvimento em quatro municípios - Cachoeiras de Macacu (quatro escolas), Itaboraí (três escolas), Tanguá (duas escolas), além de Rio Bonito (duas escolas).

Destacou também como é feita a avaliação da qualidade ecológica dos rios, que utiliza os macroinvertebrados bentônicos, pequenas larvas que habitam o meio aquático, sensíveis à água contaminada por esgotos domésticos e despejos industriais. Dora ainda mencionou a questão do lixo que chega à Baía de Guanabara através dos rios, dizendo que todos podiam contribuir para a solução desse problema, “por exemplo, não jogando os detritos fora dos locais regulares de coleta pelas prefeituras”, ressaltou.

O biólogo Péricles Muniz, Coordenador de Campo do Projeto, chamou a atenção para a séria degradação da água dos rios da região, inclusive o rio Bonito, frisando que as pesquisas até agora realizadas pelos alunos concentraram-se nos eixos do Macacu-Caceribu e em alguns dos seus afluentes, como o rio Aldeia. Além das pesquisas da qualidade da água feita com o material retirado do fundo dos rios, onde as larvas habitam, frisou que os alunos instalam nas escolas pluviômetros rudimentares feitos com garrafas pet, para medir a quantidade de água de chuva na região, cujos dados serão disponibilizados em breve às onze escolas pela Internet, através da ReVIA - Rede Virtual de Informação Aguadeira.

Participaram do evento, entre outros, a Secretária de Meio Ambiente de Rio Bonito, Carmen Lúcia Motta, a Diretora da Escola Dr. Astério Alves de Mendonça, Romilda Barreto Soares, e a Diretora da Escola Municipal Raulbino Mesquita - também participante do Projeto Aguadeira -, Alexandra Claudia dos Santos Souza.

Muito aplaudida, apresentou-se no final, a Banda de Tambores COMDAM, do Colégio Municipal Dr. Astério Mendonça, vencedora de vários concursos estaduais de bandas e dirigida pela maestrina professora Lucimar Alves Quintanilha.

O IBG e a Universidade Federal Fluminense - UFF, anteriormente, promoveram o primeiro encontro, em dezembro/08, reunindo escolas de Cachoeiras de Macacu (Ernestina F. Campos, Almerinda F. de Almeida, São Francisco de Assis e Sol Nascente) e, em março/09, escolas de Itaboraí (Luzia G. de Oliveira, José F. de Almeida e Geremias de M. Fontes) participantes do Aguadeira.

Nesses encontros, o IBG ressalta que alunos e professores inscritos - até agora cerca de 200 -, são potenciais multiplicadores de conceitos e ensinamentos acerca da importância da água, principalmente como bem de consumo humano na região hidrográfica da Baía de Guanabara, legislação e disponibilidade hídrica (quantidade).

O Projeto Macacu, liderado pela Universidade Federal Fluminense - UFF com o patrocínio da Petrobras Ambiental e cuja etapa de educação ambiental é desenvolvida pelo IBG como Projeto Aguadeira, pretende alcançar, entre outros resultados, a gestão integrada dos recursos hídricos e seu planejamento estratégico nas bacias hidrográficas dos rios Guapi, Macacu e Caceribu-Macacu.