Flávio Azevedo

Como se não bastasse estar há três meses sem receber da Prefeitura de Rio Bonito, o pagamento pelos serviços do pronto socorro que é prestado a população, o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) foi assaltado na última terça-feira (14). Um homem de 1,80m de altura, que trajava calça jeans, camisa de malha branca e um boné amarelo, levou R$ 2,5 mil da instituição e aparelhos celulares dos funcionários que foram rendidos durante a ação. O crime aconteceu por volta das 13h30min, quando a maior parte dos funcionários ainda estava em hora de almoço.

Segundo o presidente do Darcy Vargas, Luis Gustavo Siqueira Martins, a ação durou cerca de seis minutos e o assaltante demonstrava conhecer as dependências do hospital. “Ele foi direto à secretaria, rendeu um funcionário, que sob a mira de um revólver foi obrigado a levá-lo até o departamento financeiro da instituição”, disse. Durante a ação, o homem chegou a colocar o revólver na boca do funcionário para ser obedecido. Após pegar o dinheiro e os telefones celulares dos funcionários, o bandido exigiu que os eles deitassem no chão e não esboçassem nenhuma reação durante a sua fuga.

De acordo com o delegado da 119ª DP (Rio Bonito), José Pedro Costa da Silva, o crime tem características de ter sido “pedido”, porque o assaltante conhecia as dependências da instituição, os lugares onde existem câmeras de segurança e o funcionamento interno do hospital. “Nas imagens que foram captadas pelas câmeras de segurança, o homem está sempre olhando para baixo, e isso impede a identificação do elemento”, analisou.

Já Gustavo Martins e toda diretoria da instituição estão indignados com a situação. “Isso é um absurdo. Estamos chegando ao fundo do poço em termos de segurança em nossa cidade. Onde nós vamos parar?”, desabafou. Segundo ele, há mais de cinco anos a direção do hospital vem solicitando policiamento para as suas instalações. “Durante um tempo tivemos um policial aqui na emergência, mas isso não durou seis meses. Foi tirado, sob o argumento da falta de efetivo”, lamentou.

Ainda segundo o presidente, a preocupação da diretoria do hospital não é apenas com o bem patrimonial, mas com a segurança das pessoas e a integridade física de pacientes e funcionários. Outra justificativa para essa preocupação é que não são raras as ocasiões em que bandidos feridos em confronto com a polícia ficam internados na instituição, até que tenham condições clínicas de serem enviados à penitenciária.