Flávio Azevedo
A secretária municipal de Saúde, Maria Juraci Andrade Dutra, disse, na última quarta-feira (15), que as críticas dirigidas à pasta da Saúde de Rio Bonito são equivocadas. Na oportunidade ela também rebateu o que foi dito pelo presidente do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), Luis Gustavo Siqueira Martins, em entrevista publicada na última edição da FOLHA. A secretária garantiu que “a saúde é sim, prioridade da administração municipal”. Segundo ela, “quando o prefeito José Luiz Antunes (DEM) assumiu a Prefeitura em 2005, o investimento em saúde era de 15% do orçamento municipal. Ele elevou esse patamar para 21% e fechou o ano de 2008 investindo 26% em saúde, quando a lei diz que a nossa responsabilidade é de apenas 15%”.
Na entrevista com o presidente do Hospital Darcy Vargas, ele disse que a administração municipal não estaria priorizando a saúde como deveria, porque estaria devendo, na ocasião, R$ 876 mil reais, referentes a utilização do pronto socorro da entidade nos meses de janeiro, fevereiro e março. Mas para Maria Juraci Dutra, o convite para que ela assumisse a Secretaria de Saúde demonstra que o prefeito prioriza o setor, porque “embora a ex-secretária Mônica Figueiredo tenha feito um trabalho sério e competente, o prefeito decidiu que alguém da área deveria administrar a saúde”, analisa.
A secretária reconhece que a principal atribuição do município na área de saúde é a atenção básica, que é formada pelos programas de saúde da família, a atenção à saúde bucal, os programas que cuidam da saúde da mulher, da criança, do idoso e do homem. “Nós já atingimos 79% de cobertura de saúde da família no município, quando o mínimo exigido por lei é de 70%. Mesmo no interior, onde outros municípios têm dificuldade de implantar esse programa, nós estamos presentes. Penso que uma cobertura de saúde da família de 79% do município deve ser reconhecida como política de saúde prioritária”.
De acordo com a secretária, outro demonstrador de que a atual administração tem a saúde como prioridade é que “mesmo nesse momento de crise, onde a arrecadação teve uma queda de 50% nos royalties do petróleo e 20% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os esforços da administração tem sido de priorizar ações diretas ou indiretamente ligadas à saúde”. Ela revelou também, que “os primeiros pagamentos da Secretaria de Saúde, na minha gestão, foram direcionados ao Darcy Vargas”. Ainda segundo a secretária, existe realmente um atraso, mas depois da reunião que foi feita com a diretoria do hospital, “a saúde foi priorizada e a prefeitura fez o pagamento de uma parcela, que embora seja ínfima, é um montante que outros prestadores de serviço talvez não tenham recebido”, observou.
Atenção contra a dengue
Os poucos casos de dengue em 2009 em Rio Bonito, também foram apontados pela secretária Maria Juraci Dutra, como indicador que a saúde é prioridade para a administração municipal. Ela disse que Rio Bonito deveria ter enfrentado esse ano, um cenário tenebroso em relação a dengue. “Mas os números, fornecidos pelo próprio hospital, comprovam que nossa estratégia de combate a doença foi acertada. No mês de março tivemos apenas 27 casos suspeitos de dengue e de janeiro até aqui, cerca de 100 casos, quando na mesma época do ano passado o volume foi muito expressivo. Isso mostra que priorizamos a saúde”, avalia.
Unidade de referência
Ao falar sobre as declarações de Gustavo Martins, que disse ter visto com estranheza a declaração feita pelo vice-prefeito Matheus Neto (DEM), de que a administração municipal está satisfeita com os serviços prestados à população no pronto socorro da unidade, a secretária disse que entende que a satisfação do vice-prefeito Matheus Neto (DEM), é com o hospital como um todo, porque o Darcy Vargas tem uma referência interna superior a que existe nos municípios vizinhos. “É claro que qualquer gestor de saúde quer sempre mais e o presidente do hospital tem essa característica. Se eu for perguntada, apesar dos números que eu apontei, pela qualidade da saúde do município, eu também não estarei satisfeita, porque a nossa rede de atendimento básico precisa ser mais resolutiva, o que colabora para diminuir o atendimento de emergência”.
UPA em Rio Bonito
De acordo com Maria Juraci Dutra, existem três tipos de UPA, e Rio Bonito, devido ao seu número de habitantes tem que apresentar um projeto tipo 1 (para cidades que tenham entre 50 e 100 mil habitantes). A secretária também explicou que a portaria publicada no dia 2 de dezembro de 2008, pelo governo federal, habilitou apenas 50 cidades brasileiras – no Rio, apenas Rio Bonito e Nova Iguaçu – a apresentar os projetos ao Ministério da Saúde. “O nosso projeto está pronto e estamos aguardando o Ministério da Saúde abrir o sistema de apresentação de projetos para o encaminhamento. Os valores são de R$ 1 milhão para construção, R$ 350 mil para equipamentos médicos-hospitalares e R$ 100 mil para custeio”, informou a secretária.