Flávio Azevedo
O nome do empresário e comerciante José Ricardo Jiquiriça, estampado em adesivos e outdoors pela cidade e rodovias, tem despertado a curiosidade da população, sobretudo do riobonitense, que pergunta pelas ruas, “quem é Jiquiriçá, o que pretende e aonde ele quer chegar?”. Pensando nisso, o programa “O Tempo em Rio Bonito”, da rádio Sambê FM (105,9), entrevistou o empresário no último domingo (3). Durante a entrevista, ele discorreu sobre o crescimento da região com a chegada do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e a necessidade da qualificação profissional daqueles que almejam trabalhar no empreendimento da Petrobras.
Segundo Jiquiriçá, a classe política deve ficar atenta e investir na infra-estrutura dos municípios e em setores como saúde, educação, transporte e segurança. Ele entende que essa iniciativa é a única forma de absorver os impactos positivos e negativos do empreendimento da Petrobras, que já chegou à Itaboraí e tem previsão de começar a operar em 2014. “Corremos o risco de perder esses empregos (que serão gerados pelo Comperj) para pessoas de outros estados se os investimentos necessários não forem realizados”, analisou.
Natural de Cachoeiras de Macacu, Jiquiriçá mora em Itaboraí e por cerca de 10 anos trabalhou no Detran de Rio Bonito, município onde tem negócios. Durante a entrevista, ele disse que o Comperj, hoje, representa uma luz em nossa região, porque é uma indústria de empregos, “mas se as pessoas não forem preparadas e qualificadas para trabalhar lá, os empregos serão dados as pessoas de fora”, reiterou.
Preocupado com a série de escândalos na política, Jiquiriçá disse que isso contribui apenas para denegrir a imagem da classe. “Antes de querer ingressar na vida pública, eu colaborei para que alguns políticos tivessem sucesso, por isso vou tentar caminhar sozinho. O povo é muito sofrido, mas para isso precisamos formar um grupo forte e coeso”, lembrou ele.
“Uma das dificuldades que contribui de forma determinante para que as pessoas não consigam se qualificar é o sistema de transporte público e as passagens, que são muito caras. Mas tem uma grande quantidade de pessoas que, mesmo se a tarifa fosse menor, não teria condições de pagar. Como que um desempregado vai ao Rio de Janeiro estudar? Com que dinheiro? A vida é feita de sonhos e projetos, e nós precisamos facilitar o estudo e a qualificação do cidadão”, comentou.
Jiquiriçá acredita que a falta de patriotismo e amor ao País tem a ver com a decadência da classe política, porque, segundo ele, “muitos políticos estão chegando ao poder pensando apenas em se dar bem”.
– O mínimo que pode ser feito é possibilitar que as pessoas tenham emprego e, consequentemente, dignidade. Na verdade, está faltando harmonia e união entre os poderes – , lamentou.