Flávio Azevedo

Um dos assuntos mais comentados atualmente é a Influenza A (H1N1), popularmente chamada de “gripe suína”. Se a incidência da doença está assustando muitos brasileiros, especialistas afirmam que em muitas ocasiões, essa apreensão acontece porque as pessoas, além de não saberem se prevenir, não tem o hábito de procurar o médico com regularidade. Para amenizar a desinformação, o Ministério da Saúde disponibilizou no seu site (www.saude.gov.br), uma série de orientações sobre a doença. Os interessados também podem ligar para o Disque Saúde (0800 061 1997), onde dúvidas sobre a gripe, também podem ser sanadas.

De acordo com o site do Ministério da Saúde, os sintomas da gripe comum e da Influenza A (H1N1) são muito parecidos e se confundem. A vítima apresenta febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa se a gripe é a tradicional ou a nova gripe. A principal atitude é procurar o serviço médico ou o posto de saúde. Se a gripe comum apresenta um quadro clínico leve e 99,6% dos casos evoluem para a cura, a cartilha frisa que isso também ocorre com a nova gripe. “Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%”.

A pessoa que apresentar os sintomas de gripe deve procurar um médico ou um serviço de saúde, como já deve acontecer em qualquer outro caso de doença. Segundo especialistas, no mundo, o brasileiro é o povo que mais toma banho, mas esse mesmo povo, também é identificado como aqueles que menos lavam as mãos, que de acordo com a cartilha do Ministério da Saúde, é um dos principais cuidados para prevenir a gripe. Outros cuidados básicos de higiene, como evitar tocar os olhos, a boca e o nariz após contato com superfícies também são recomendados.

Além disso, a cartilha do Ministério da Saúde aconselha as pessoas a não compartilharem objetos de uso pessoal e a cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável ao tossir ou espirrar. Essa atitude contribui para evitar a disseminação de gotículas de saliva no ambiente, sobretudo em casos de lugares fechados.

Exames em alguns casos

De acordo com o Ministério da Saúde, não são realizados exames de laboratório em todos os casos suspeitos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, declarou na última semana que seria um desperdício de recursos, já que 99,6% das pessoas que têm a doença ficam curadas e a nova gripe é muito similar a gripe comum. Ele justificou a sua declaração afirmando que a taxa de letalidade de ambas as gripes são iguais, os sintomas são semelhantes e o remédio usado para tratar é o mesmo. “Por isso, não tem sentido fazer exame laboratorial em todos os casos”.

Suspeita em Itaboraí

No último sábado (25), a técnica de enfermagem Maria Aparecida da Silva Moraes, de 30 anos, morreu, com suspeita de gripe suína, no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, em Itaboraí. Moradora de Cachoeiras de Macacu, ela teria começado a apresentar os sintomas da doença no dia 15. Segundo familiares, a vítima estava se tratando no Hospital Dr. Celso Martins, em Cachoeiras de Macacu, onde teria sido constatado que ela estava com uma pneumonia em estado avançado.