Flávio Azevedo
Presente a 5ª edição do Rio Leite Centro, que aconteceu em Silva Jardim, no último dia 6 de agosto, o prefeito de Rio Bonito, José Luiz Antunes (DEM), falou pela primeira vez com exclusividade à reportagem da GAZETA. O prefeito estava acompanhado do vice Matheus Neto e conversou com o jornalista Flávio Azevedo por cerca de 10 minutos.
Gazeta Rio Bonito – Na qualidade de pecuarista, como o senhor vê as novas propostas do governo do estado para o produtor rural?
José Luiz Antunes – A proposta é boa, mas tem que funcionar. Como produtor rural eu acho que nós nunca tivemos incentivos estaduais e federais. Mas nós temos que ter esperança. Com força de vontade é possível alcançar os objetivos propostos.
GRB – No Fórum de Rio Bonito, nós tomamos conhecimento da desapropriação de uma propriedade do empresário Joaquim Ferraz, em Catimbau. Essa área pode ser destinada a construção de casas para os desabrigados?
JLA – Essa situação não tem nada haver com os desabrigados. Aquele trecho foi desapropriado na administração anterior a minha, para abrir uma estrada, que beneficiaria um morador daquela localidade. Mas os órgãos fiscalizadores acharam que o projeto agride o meio ambiente e o acesso ali não é bom. O caso está paralisado e na mão do Ministério Público, porque o acesso ali realmente é complicado. Pelo projeto, acredito que não vai funcionar.
GRB – Então o senhor não tem pretensões para aquele local?
JLA – Não é dizer que eu não tenha pretensões. Não tem condições de desapropriar uma área de terra e delimitar uma área para passar uma estrada, que não vai adiantar botar uma máquina, porque ali não vai passar carro nunca. Vamos abrir uma estrada, que com chuva ninguém sobe, porque não tem ângulo para rodar com a estrada. Alguns engenheiros estiveram lá e viram que o projeto é inviável e prejudica o meio ambiente.
GRB – Qual a sua expectativa para a nova secretária de Administração Oraliva Barreto?
JLA – Oraliva, mas conhecida como Livinha, já foi minha secretária de Administração no meu primeiro mandato. Ela fez um bom trabalho, é uma funcionária de carreira do quadro efetivo da Prefeitura de Rio Bonito e eu acredito que a nossa administração está bem representada com ela ocupando esse setor.
GRB – Os vereadores criticaram as demissões que aconteceram há cerca de 20 dias, pela não renovação do contrato com uma cooperativa. Estamos ouvindo dizer que essas pessoas poderão ser recontratadas pela Prefeitura como era antigamente, ou outra cooperativa pode ser contratada. O que o senhor pode falar sobre isso?
JLA – As críticas sempre existirão, mas quem sabe a quentura da panela é a colher que mexe. No ano passado, nós fizemos um contrato com um instituto, por um período de um ano. Agora, ele venceu, mas havíamos feito o concurso. Nós reconhecemos essa questão do desemprego, mas as pessoas só falam do lado ruim, inclusive vocês da imprensa. Não se fala do lado bom. Até agora não ouvi falar das pessoas aprovadas pelo concurso que estão sendo chamadas...
GRB – Aproximadamente quantas pessoas devem ser chamadas? É o mesmo número das demissões?
Devem ser uns 400 concursados para todos os setores. Nós somos obrigados a fazer concurso. O Ministério Público e o Tribunal de Contas cobraram o concurso e nós fizemos. Se eu renovasse o contrato com o instituto, o que eu diria para os concursados? Estamos perdendo bons profissionais, mas precisamos chamar os concursados.
GRB – Também existem comentários sobre a ilegalidade do instituto e da cooperativa. O que senhor pode dizer sobre isso?
JLA – Quanto a isso, cabe aos órgãos competentes esclarecer a população e averiguar essa situação. A nossa parte nós fizemos! Se existe alguma coisa errada, que seja corrigida, porque nós estamos aqui para sermos fiscalizados.
GRB – No dia 17 de julho, o senhor foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro exatamente por essa questão de contratos. O senhor já recorreu?
JLA – Eu tenho três mandatos e durante esse tempo, eu não conheço nenhum prefeito que nunca tenha sido notificado pelo Tribunal. É assim mesmo, o Tribunal faz a parte dele, nós fazemos a nossa e vamos ver como vai ficar. Se nós erramos ou acertamos, o importante é tentar fazer o certo. Agora, eu nunca vi quem não faz nada não errar. O importante é ter coragem de trabalhar, ter honestidade, garra, disposição e estar de cabeça erguida.