Lívia Louzada
Depois de uma longa queda de braço entre os poderes executivo e legislativo de Rio Bonito, os vereadores votaram ontem (5), durante uma sessão extraordinária, pela aprovação parcial do orçamento 2010 da Prefeitura de Rio Bonito. O orçamento que já havia sido aprovado e encaminhado para a Prefeitura, com as emendas dos vereadores, retornou a Câmara após as emendas terem sido vetadas, por completo, pelo prefeito. Porém, não satisfeito com o veto, o Poder Legislativo o derrubou parcialmente, ou seja, as emendas de três vereadores, Humberto Belgues (PSDB), Fernando Soares (PMN) e Saulo Borges (PTB), continuaram vetadas, mas o veto às emendas de outros três parlamentares, Marcus Botelho (PR), Rita de Cássia (PP) e Márcio Mendonça (DEM), foi derrubado pela Casa.
Após alguns vereadores não terem concordado com o veto total da Prefeitura, decidiu-se por unanimidade (com a presença de apenas oito vereadores, já que Saulo Borges e Aliézio Mendonça (PP) não participaram da reunião), fazer a apreciação da emenda de cada vereador, separadamente. Por esse motivo, a iniciativa fez com que as emendas dos vereadores Humberto Belgues, Fernando Soares e Saulo Borges, continuassem vetadas, e a dos vereadores Marcus Botelho, Rita de Cássia e Márcio Mendonça, fossem mantidas.
Fazendo parte da bancada aliada do prefeito, a vereadora Rita de Cássia pediu para esclarecer porque estava derrubando o veto do chefe do Executivo.
“Não estou votando contra. O motivo pelo qual concordei com a derrubada do veto, foi porque as minhas emendas foram (para a Prefeitura) como se tivessem sido emendas aditivas e não emendas modificativas, o que seria o certo”, explicou a parlamentar.
Outro vereador que também explicou a posição da Câmara com relação ao resultado obtido, foi o vereador Carlos Cordeiro Neto. “A Câmara não está a fim de atrapalhar a administração municipal, mas o prefeito deve prestar contas a Câmara”, alfinetou.