Aqueles que chegavam ao Centro Cultural do Comércio Lojista de Rio Bonito, na manhã do dia 1º de julho, encontravam um salão com quadros de fotos históricas do município, uma varanda com vista para a natureza e uma decoração digna da solenidade que aconteceria a seguir. O espaço foi o escolhido para realizar a posse dos membros do Fórum Local, ocasião em que também foi entregue, simbolicamente, o Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS).

O evento foi prestigiado por representantes do poder público como o prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes, e o chefe de gabinete Edelson Mário Alves Antunes, além do coordenador do projeto Agenda 21 Comperj, Ricardo Ferraz, e dos membros dos Fóruns das Agendas 21 de Niterói, São Gonçalo, Saquarema e Itaboraí.

Carmen Motta, coordenadora do Fórum de Rio Bonito e secretária de Meio Ambiente, acredita que uma iniciativa surte muito mais efeito quando existe uma união voltada para um interesse comum. “Esse momento junto ao Comperj é essencial para focarmos no desenvolvimento regional. Quero agradecer aos outros municípios aqui presentes, pois demonstra que a região está caminhando em um mesmo lado”.

Neste contexto, Vânia Lemes, porta-voz do Fórum de São Gonçalo, afirma que o município está à disposição de todos que precisarem de apoio. O grupo, que realizou a posse dos membros em 23 de junho, já colhe os frutos dessa nova etapa. “Depois da posse, já fomos citados duas vezes no jornal local e procurados por outros moradores, interessados em mais informações sobre a Agenda 21. Também temos mais apoio da prefeitura, que já nos ofereceu uma sede”.

Os membros de Niterói acrescentam que com as cerimônias de posse também têm a oportunidade de conhecer outros municípios. “Podemos estar um pouco afastados geograficamente, mas somos todos vizinhos, participantes do mesmo projeto de Agenda 21”, diz Rafael Damásio, representante do terceiro setor, que acredita que com a posse dos membros, “Rio Bonito ficará ainda mais bonito”.

Quanto a isso, Carmen Motta não deixa dúvidas. “O governo, através da Secretaria de Planejamento, por exemplo, vai aproveitar o material do nosso trabalho no orçamento participativo do ano que vem”. Ela também reforça o fato da Agenda 21 ser um trabalho voluntário e que aqueles que participam da iniciativa o fazem por amor. Neste aspecto, Licínio Louzada, do primeiro setor, completa: “dá trabalho, mas faz parte da vida de quem busca o desenvolvimento”. Ricardo Ferraz, em sua fala, define bem essa participação. “É um trabalho desafiador, pois é uma mudança, mas nós somos os principais agentes dessa transformação”.

Fonte: Agenda 21 Comperj