Não é só pescador tem histórias para contar. O produtor rural Sivaldo Antônio Teixeira, de 64 anos virou celebridade depois que nasceram quatro cachos em uma bananeira de sua plantão, no bairro do Sambê. O fato atraiu curiosos do município e até mesmo a rede de televisão InterTV, que é a filiada da Rede Globo, que produziu uma matéria sobre o assunto.
Segundo o lavrador, a ‘mãe’ da bananeira famosa já se comportava de forma diferente das demais.
“Eu ganhei uma muda de bananeira, e que quando adulta, ela deu dois cachos, mas há cerca de um mês, a ‘filha’ dessa muda deu quatro cachos de bananas, o que acabou virando uma atração. Até Rede Globo veio aqui e fez uma matéria”, gaba-se seu Sivaldo Antônio.
O lavrador afirma que não fez nenhum tipo de intervenção e que não colocou qualquer tipo de fertilizante no solo, e que ficou surpreso quando viu a bananeira com os quatro cachos da fruta, que ainda não se sabe a qual variedade pertence. Mas apesar da raridade, o pé está lhe causando um pequeno transtorno pois, segundo ele, ninguém acredita na história, e por isso estariam lhe chamando de mentiroso.
“Ninguém está acreditando em mim. Os vizinhos já vieram aqui, e outras pessoas que não me conhecem também, mas quando falo com um desconhecido, me chamam de mentiroso e riem de mim”, conta rindo, o lavrador.
Ele acrescenta que logo assim que os cachos nasceram, apareceram apenas dois, mas depois de 10 dias, surgiram mais dois cachos.
“Não sei de qual tipo é essa banana, já vieram várias pessoas aqui, e ninguém descobre que banana é essa. Alguns dizem que se parece com a São Tomé”, brinca.
De acordo com o agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Rio Bonito, Licínio Louzada, ele nunca viu um fato como esse na cidade.
“Há cerca de 10 anos, eu vi uma bananeira com três cachos, em um sítio em Catimbau. Mas com quatro cachos, é a primeira vez. Essa banana do Sambê, parece São Tomé, ou D’água”,avalia o agrônomo.
Licínio explica ainda que a bananeira pode ter nascido com quatro cachos por conta de uma divisão de broto chamada dicotomia.
“Por causa da dicotomia, a bananeira pode ter uma divisão de causa mecânica, química, ou ser uma característica genética da cultivar (tipo de banana), ou seja, se essa mutação for natural, a característica genética dessa bananeira será perpetuada”.
Apesar de ser raro, Licínio afirmou que outros dois casos iguais apareceram há algum tempo, nos estados de São Paulo e Goiás, mas que a bananeira de Rio Bonito deve ser melhor estudada. Ele disse também que está interessado em pedir mudas da bananeira nascida no Sambê, para observar o pé durante quase dois anos, e assim ter certeza sobre sua origem, tipo, e causa.
O colheita do cacho não tem uma época certa para ser realizado, já que cada planta tem o seu desenvolvimento. Porém, se passar da época, há o risco de surgirem rachaduras nos frutos, desvalorizando comercialmente o produto.
Fonte: O São Gonçalo