Lívia Louzada

Iniciadas há cerca de três meses, as obras de recapeamento de algumas ruas de Rio Bonito devem terminar em aproximadamente dois meses. Até o momento, nove ruas ganharam melhorias no paralelepípedo, ou no asfalto. Ao todo, 35 mil m² de ruas já foram recuperados com o investimento de R$ 3,3 milhões do Ministério da Integração Nacional. Ainda serão recapeadas as ruas Dr. Matos, XV de Novembro, Rua da Conceição, e Avenida Sete de Maio (todas com pavimento asfáltico), além de alguns trechos dos bairros Boqueirão, Rio Vermelho, Boa Esperança e Basílio.

De acordo com o secretário de Obras e Serviços Públicos do município, engenheiro Eleilton Figueiredo, em breve, todos os quebra-molas das ruas que já foram recuperadas, serão recolocados. Ele disse também, que apesar da obra ter sido paralisada em alguns momentos por causa das chuvas, o andamento do serviço está dentro do cronograma estabelecido pela Prefeitura.

“Estamos em uma época boa para fazer essas obras, pois é o período de poucas chuvas. Paramos algumas vezes, pois recapeamento de asfalto, por exemplo, não é possível fazer com chuva, mas está andando tudo como previsto”.

A preocupação com as chuvas também é um assunto discutido entre alguns moradores e comerciantes dos trechos que estão sendo recuperados. Na Avenida Manuel Duarte, no seguimento que corta o bairro Bela Vista, onde um dos lados do pavimento em paralelepípedos já foi recapeado, e o outro ainda se encontra em obras, a auxiliar de escritório, Silvana da Silva, moradora do número 1302, está preocupada.

O receio é não só com a atual falta de quebra-molas, por causa do grande número de crianças que passa pelo local, mas também com as poças formadas na rua. “Só poderemos saber se o problema das poças foi resolvido, quando chover bastante, porque antes, as pessoas que passavam pela calçada levavam um banho dos carros”, disse Silvana.

O assunto também é o mesmo entre os comerciantes da Rua Presidente Arthur Bernardes. A proprietária da loja Gabiju Arte Carioca, na altura do número 412, Gilmara Santos, disse que só será possível falar sobre a melhoria da rua, quando a obra acabar, e chover bastante.

“Aqui quando chove, enche tudo. Acho que é por causa do desnível desse trecho. Vamos ver se isso será concertado com essa obra”.

O técnico em eletrônica, Alan Souza de Carvalho, que trabalha no estabelecimento AG Carvalho Eletrônicos, também reclamada do mesmo problema, e conta que há alguns meses, a água chegou a invadir a loja.