Lívia Louzada
Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam centenas de CD’s, DVD’s, relógios, bonés e camisas de times das barracas do “camelódromo”, ao lado do Mercado Municipal de Rio Bonito, na manhã da última sexta-feira (29). De acordo com os policiais, os camelôs estavam comercializando produtos falsificados (piratas), que violam os direitos autorais. Além dos quase 10 sacos cheios de mercadorias apreendidas, três pessoas foram levadas para a sede da Delegacia, no Rio de Janeiro, para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A apreensão aconteceu de surpresa, já que segundo os próprios inspetores da Polícia Civil, que fizeram as apreensões, eles estavam de passagem pela cidade, quando viram a concentração de camelôs, e pararam para analisar as mercadorias. Mas apesar da acusação, uma das três pessoas encaminhadas para a Delegacia, Leci Antunes, disse que todas as mercadorias tinham notas fiscais.
“Estão levando quase R$ 8 mil em mercadorias. Trabalho com isso há 44 anos. Se parar de vender isso, vou vender o que? Não tenho mais nada para vender. Vendo o que o povo quer comprar. As pessoas procuram essas mercadorias”, se defendeu a comerciante.
Como apenas dois policiais estavam fazendo as apreensões, muitas pessoas conseguiram impedir que as mercadorias de suas barracas fossem levadas, e no meio da multidão que se formou em volta do local para observar a ação, os camelôs passavam despercebidos.
Segundo os policiais, as mercadorias serão destinadas a sede da DRCPIM, onde serão periciadas, e em seguida destruídas, se for confirmado que são piratas.
Fechando o cerco
De acordo com informações, as operações de combate ao jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e a pirataria, são determinações da chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha. Neste mês, a Polícia já fez diversas operações de repressão às práticas em todo o Estado, onde principalmente CD’s, DVD’s e produtos com marcas importadas foram apreendidos.