Lívia Louzada
Algumas semanas após o fechamento da Avenida Presidente Castelo Branco (Rua dos Bancos), em Rio Bonito, ao tráfego de veículos, a reportagem da FOLHA foi às ruas, na última segunda-feira (13), para saber o que a população está achando da medida para tentar melhorar a segurança na área, que tem registrado vários crimes de ‘saidinha de banco’. De acordo com o comandante da Guarda Municipal, sargento Soares, a rua está sendo fechada, de segunda à sexta-feira, das 5h até às 17h nos dois sentidos. A partir das 17h, o fluxo é aberto apenas no sentido Avenida Manuel Duarte, e às 19h30, a rua é aberta por completo. Aos sábados e domingos, o fluxo é livre nos dois sentidos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Isaías Class, o fechamento da rua está em estágio experimental, por tempo indeterminado. E para que a questão seja resolvida, um novo projeto de fechamento da rua, diferente do que já havia sido apresentado há quase 10 anos, está sendo estudado. “Vai ser aproveitado parte do projeto antigo. Estamos apenas aprimorando o projeto para facilitar também a manutenção do lugar”, disse Isaías.
“Sou contra (o fechamento da Rua dos Bancos) porque só serve para prejudicar o comércio, e não vai diminuir os assaltos, que na verdade, não acontecem aqui, e sim fora”. (José Romualdo Corrêa, 61 anos, empresário - Centro)
“Isso não funciona. O ideal seria como era antes, ou então a execução do projeto de fechamento. Com a rua fechada do jeito que está, teria que ter mais segurança, treinar mais e dar mais poder aos guardas municipais”. (Marcelo Alves, comerciante, 38 anos - Centro)
“Acho ótimo, porque com a rua fechada, dá mais sensação de segurança. Com a rua fechada, sempre tem viatura da polícia, e assim fica mais seguro. Sou favorável a execução do projeto de fechamento da rua também. Isso seria muito bom”. (Celso Pereira, 56 anos, corretor de seguros - Centro)
“O fechamento da rua foi positivo por uma medida de segurança, para prevenir os roubos, pois moro aqui há muitos anos e nunca tinha visto a cidade tão largada do jeito que está. Nunca pensei que chegaria a este ponto. A cidade está uma calamidade”. (Nilton Belgues, 68 anos, comissário de polícia aposentado - Centro)
“Acho esse, um sistema falho. A prevenção teria que vir de berço, e não assim. Depois do acontecido, pago com a vida, é que se faz algo? Tinham que ter feito isso (o fechamento da rua) antes. Agora, isso não resolve. O que a cidade está precisando, é de segurança maciça”. (Sérgio Costa, 47 anos, sapateiro - Praça Cruzeiro)
“Sou contra, porque isso não inibe o assalto, pelo contrário, acho que torna a rua mais deserta. Se fizessem o projeto (de fechamento definitivo), mas colocassem mais policiamento, eu concordaria”. (Andrezinho Shock, 33 anos, cantor e compositor - Centro)
Achei ruim. O certo não é fechar, e sim ter mais policiamento nas ruas. Mas se tiver o fechamento definitivo, terá que ter também uma cabine policial, pois ia inibir a ação dos ladrões”. (Jorge Soares, 25 anos, motoboy - Boqueirão)
“O fechamento parcial eu admito, pois realmente ali é um perigo constante, porque os bancos ainda não tem um isolamento (biombos que inibem a visão das pessoas que estão na fila, para as pessoas que estão no caixa). Mas o projeto de fechar (em definitivo) a rua, acho precipitado, pois não resolve o problema”. (Ewaldo Ramos Vieira, 85, jornalista - Bela Vista)