Lívia Louzada
Com projetos para as áreas de meio ambiente, segurança, habitação, economia, cultura, educação, agricultura e turismo, a Agenda 21 de Rio Bonito foi lançada no último dia 29 (quarta-feira), no Salão Nobre do Esporte Clube Fluminense, com a presença de autoridades locais, e cerca de 300 pessoas. Em um clima de dever cumprido, mas de que ainda há muito trabalho pela frente, a coordenadora do fórum – que foi criado para discutir e estabelecer as metas da Agenda 21 – e secretária de Meio Ambiente de Rio Bonito, Carmem Motta, disse que “o lançamento da Agenda é um ato de cidadania, e daqui para frente não podemos mais parar, pois estamos aqui unidos em prol de uma cidade”.
Já o presidente do Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste) e prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, que também esteve presente no evento, afirmou que a Agenda 21, não só para Rio Bonito, mas para todos os municípios, “é uma bíblia”, que deve ser seguida por todos, governantes ou não.
A mesma opinião tem o prefeito de Rio Bonito, José Luiz Antunes, que em seu discurso, falou da importância do comprometimento de todos com os itens transcritos no Plano de Desenvolvimento Sustentável, que a Agenda 21 de Rio Bonito produziu. “A agenda 21 é o conjunto do comprometimento, responsabilidade e conscientização de todos, e por isso é importante que o poder público trabalhe em cima da Agenda 21, e que isso seja feito visando a qualidade de vida de hoje e do futuro”, disse o prefeito.
Além do lançamento da Agenda, na cerimônia, o presidente da Fundação Departamento de Recursos Mineiras do Rio de Janeiro (DRM-RJ), Flávio Erthal, entregou uma das ações estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Sustentável, o mapeamento de risco de acidentes, da cidade. Segundo Flávio, com esse tipo de estudo em mãos, que mostra o risco de deslizamentos de encostas e enchentes, por exemplo, o município terá mais condições de se desenvolver e até arrecadar recursos para a solução de problemas, como construção de casas para pessoas que perderam tudo, por conta do desabamento de suas casas.
“Para nós, do governo do Estado, é uma honra ampliar o conhecimento das situações de risco para que o município possa ter instrumentos para criar soluções. Fizemos reuniões, sobrevoamos a cidade, e hoje já se sabe qual a situação real de risco da cidade. Isso é um dado muito importante”, disse Flávio.
Mais desenvolvimento
Para o coordenador geral das agendas 21, Ricardo Frosini, a Agenda 21 de Rio Bonito é um importante documento para o desenvolvimento coerente do município, que segundo ele, está em franco crescimento. “Rio Bonito é uma cidade pequena, mas vem se destacando em alguns setores, como de serviços, setor de comércio, tem um pólo industrial interessante, e o turismo está começando a ser desenvolvido aqui também. Então Rio Bonito está crescendo, e crescendo rápido, e por isso, nessa hora de crescimento, é importantíssimo, se ter um planejamento”, ressaltou.
O presidente da Câmara de Vereadores, Marcus Botelho, que também participou da solenidade de lançamento, disse que o documento é de um valor inestimável, pois aproxima as questões do município, ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, já que a Petrobras é quem coordena a elaboração das agendas 21.
“Nosso município tem uma natureza ecológica e ambiental que precisa ser moldada, precisa ser revitalizada, e com certeza, com a presença do Comperj e da Agenda 21, Rio Bonito vai ser elevado a um status de um município conscientizador. Espero que o município tenha a oportunidade de absorver esse mecanismo, que vai beneficiar muito a nossa população”.
Para a assistente social Cenita Chevrand, que também fez parte da elaboração da Agenda 21 de Rio Bonito, os planos listados no documento só sairão do papel, se ouver boa vontade dos governantes e esforço da população.
“Acho que todos os riobonitenses tem que ter acesso a Agenda, ter noção do que está ecrito e se mobilizar para que as coisas efetivamente aconteçam. Acho que Rio Bonito já está diferente, mas pode ficar melhor”.
O próximo passo para colocar em prática os itens transcritos na Agenda 21, é a formação das câmaras técnicas, que vai dividir setores municipais, como saúde e educação, para discutir e estabelecer estratégias de ação. O primeiro encontro para a formação das câmaras acontecerá no dia 1º de agosto.