Lívia Louzada
A morte de um jovem no início da tarde da última quarta-feira (19), na Serra do Sambê, em Rio Bonito, foi um dos assuntos mais comentados, entre os moradores da cidade, nas redes sociais, e pelas ruas. Dário Novaes da Silva Júnior, de 26 anos, mais conhecido como Darinho, morador da Serra do Sambê, foi achado morto em um beco atrás da Escola Municipal Serra do Sambê, por volta das 12h. Segundo a polícia, pelo menos, quatro tiros teriam atingido Darinho, um perto da orelha, e três nas costas, dos seis cartuchos que foram encontrados no local. De acordo com policiais, moradores ouviram os disparos e ligaram para a Polícia Militar (190). A polícia ainda investiga o assassinato, mais até agora não tem pistas sobre o assassino.
A notícia da morte de Darinho teve repercussão devido a um atentado, que o mesmo sofreu no início deste ano. Na época, ele estava em um ponto de ônibus, perto do Ginásio Poliesportivo da Serra do Sambê, quando foi baleado na testa. Pessoas próximas a Dário, contaram que o jovem precisou se fingir de morto, para que não disparassem mais tiros. Darinho ficou internado por vários dias no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito, em estado grave, mas se recuperou.
Segundo informações, a vítima, que já teria trabalhado como servente de pedreiro, era envolvida com drogas, e tinha fama de arranjar confusão. Esse teria sido um dos motivos pelo qual já haviam tentado assassiná-lo pelo menos uma vez, e como o objetivo não foi alcançado, os mesmos criminosos poderiam ter voltado para executá-lo.
O fim
Na cena do crime, curiosos se aglomeraram perto do corpo que havia sido coberto por um lençol, mas ninguém sabia dar informações sobre possíveis autores dos disparos. Através de uma das redes sociais mais populares no país, conhecidos e amigos de Darinho pareciam não ter se espantado com sua morte, embora tenham afirmado que o jovem gostava de dizer que tinha o corpo fechado.
Segundo um amigo de Dário que não quis se identificar, ele lutava Karatê e costumava arranjar briga com qualquer pessoa na rua, mas apesar disso o amigo contou a reportagem da FOLHA, que também admirava a coragem que o jovem tinha, e a fidelidade aos amigos.
Já de acordo com uma ex-professora de Darinho, desde adolescente, ele já dava trabalho na escola. Ela ainda revelou uma triste realidade de parte dos garotos da mesma geração do rapaz: a morte por envolvimento com drogas. Segundo ela, cerca de cinco adolescentes que estudavam na mesma sala de Dário, morreram em condições parecidas.
Investigação
O caso foi registrado na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, onde um irmão e a mãe de Dário, prestaram depoimento, mas segundo o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, ainda não há suspeitos de quem tenha assassinado Darinho. No local do crime, policiais militares preservaram o lugar, para a chegada da perícia criminal, que deve apresentar o laudo conclusivo em 30 dias. O corpo de Darinho foi removido por volta das 16 horas para o Instituto Médico Legal de Araruama.