Paula Brito

O vereador Carlos Cordeiro Neto (Caneco) apresentou no último dia 25, o projeto de Lei, determinando que todas as instituições financeiras de Rio Bonito instalem um sistema de monitoração e gravação eletrônica de imagens, através de um circuito fechado de televisão. Segundo ele, o projeto fará com que as agências invistam mais na área de segurança e que a população se sinta mais segura e tranquila. De acordo com o projeto, as instituições que não atenderem às exigências serão multadas.

Bancos oficiais ou privados, sociedades de crédito, associações de poupanças, suas agências, subagências, seções, postos 24horas e caixas eletrônicos deverão utilizar câmeras de gravação contínua, com sensores capazes de captar imagens em cores e que possibilite a identificação de possíveis assaltantes e criminosos.

Saidinha de banco
No dia 22 de maio, a morte do empresário Carlos Américo de Azevedo Branco, em uma ‘saidinha de banco’, deixou a cidade em estado de alerta. Caneco lembra que na época, os Policiais da 119ª DP tiveram acesso a imagens dos assassinos pelas gravações do circuito interno de câmeras do centro comercial onde o empresário foi atingido com um tiro fatal. “Medida de segurança nunca é demais. Tivemos este episódio triste que culminou com a morte de uma pessoa querida da cidade (até hoje o crime não foi esclarecido). Assim como o assassinato da juíza da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, Patrícia Acioli, onde as câmeras instaladas em diversos pontos da cidade ajudaram a solucionar o crime” disse o vereador.

Os estabelecimentos financeiros com acesso ao público terão no máximo 90 dias para se adequarem às exigências da Lei, ou ficarão sujeitos a multas de até 50.000 UFIRs (Unidade Fiscal de Referência - índice usado para corrigir o valor de tributos).

“O anseio da população é que tenhamos uma cidade segura e tranqüila, este projeto fará com que as agências invistam mais na área de segurança, possibilitando mais conforto para todos os clientes”, afirmou Caneco.
Projeto divide

opiniões
De acordo com o barbeiro Luiz Henrique Freire, o projeto não vai mudar muita coisa. “Eu estou cansado de ver lugares cheios de câmeras sendo assaltados e nem assim os criminosos são presos” disse.

Já a moradora do bairro de BNH, Jorginete Fonseca, afirma que se sente muita mais segura quando entra em um local que possui câmeras. Mas faz um alerta para a qualidade e resolução dos aparelhos. “Quando entro em um lugar com câmera já me sinto confiante de tirar o dinheiro da carteira, porque elas acabam inibindo os criminosos. Mas a qualidade das câmeras também é muito importante para que os bandidos sejam identificados, se não acaba dificultando o trabalho” disse a doméstica de 42 anos.