Lívia Louzada

Mesmo ainda estando na primavera, as Secretarias de Saúde da região já estão montando suas estratégias para a campanha contra a proliferação do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A campanha “10 Minutos Contra a Dengue”, do governo do Estado, que recebeu a adesão dos municípios, já foi difundida. Segundo informações, a intenção dessa campanha é montar um cerco para que o tipo 4 da doença, que já foi detectado em Niterói, não se espalhe, podendo causar o tipo mais forte da enfermidade, a dengue hemorrágica, e o tipo 1, não tenha uma epidemia em 2012, como está previsto.

Em Rio Bonito, segundo a secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra, o lema para o combate a doença é “atingir, conscientizar e mobilizar” a população, já que segundo ela, 80% dos focos do mosquito, ficam dentro das casas. De janeiro até o mês de outubro, pouco mais de 100 casos de dengue já haviam sido confirmados. De acordo com Maria Juraci, esse é um índice pequeno, se comparado aos 76 mil casos de dengue identificados no Estado.

“Nosso cenário não é preocupante. Nosso índice não declinou, mas também não estamos em uma situação de risco, como os municípios de Itaboraí, Rio de Janeiro e São Gonçalo, por exemplo”, disse a secretária.

Segundo ela, a saída para o combate maciço ao mosquito, são ações de vários setores das prefeituras, como vem acontecendo em Rio Bonito. “A gente (somente a Secretaria de Saúde) não tem condição de enfrentar a dengue, principalmente no aspecto da prevenção, se não for com ações intersetoriais”, pontuou.

Mas segundo Maria Juraci, os índices de Rio Bonito não podem servir para que as pessoas descansem e parem de limpar suas casas, combatendo os possíveis focos. De acordo com ela, um dos maiores problemas enfrentados pelos agentes de endemias, responsáveis pela fiscalização em domicílio, dos focos do mosquito, são as pessoas que se recusam a abrir suas casas para que os profissionais vasculhem a área.

Já em Silva Jardim, o secretário de Saúde, Genilson Boechat, disse que o problema de Rio Bonito não acontece no município silvajardiense. Segundo ele, o maior problema enfrentado no dia-a-dia de combate, pelos agentes de endemias, é a falta de conscientização das pessoas, de que qualquer objeto que tenha formato de concha, pode ser um foco do mosquito.

Por conta da epidemia de dengue enfrentada pelo município no início do ano, a Secretaria de Saúde decidiu adotar uma nova tática de combate. Já começaram a ser ministradas nas escolas do município, aulas de combate e prevenção dos focos do mosquito. De acordo com o coordenador do programa de combate a dengue de Silva Jardim, Evandro Gomes, a educação da população, é a única maneira de combater a doença.

“Se a população não ajudar (no combate), nenhuma campanha que fizermos, vai dar certo. Os alunos farão o trabalho de agentes de saúde em suas próprias casas e conscientizarão seus pais”, disse Evandro.

De acordo com Genilson, o município é pequeno em população, mas grande em extensão, e por conta disso, foi feito um estudo para identificar onde ficam a maior parte dos focos na cidade. E segundo a pesquisa, assim como em Rio Bonito, as residências são o espaço que mais concentram os focos, principalmente as casas nos bairros da Biquinha, Cidade Nova, Nossa Senhora da Lapa, Santo Expedito e Reginópolis.

O secretário também informou que nos próximos dias 11 e 12, haverá um mutirão de combate aos focos da dengue, com a participação dos alunos da Escola Municipal Omar Alfradique, na Biquinha. Já no dia 3 de dezembro, haverá um mutirão de recolhimento de pneus, também na Biquinha.

Alerta em Tanguá
Outro município, que recentemente também enfrentou meses difíceis com a quantidade de casos, é Tanguá. Em 2009, foram cerca de 1.700 casos registrados, mas por causa das medidas de prevenção adotadas, esse número caiu para 120 em 2010.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, desde então, a cidade não descansa no combate aos focos do mosquito. Um exemplo disso, será a cerimônia que marca a reabertura da campanha de combate, que será realizada no próximo dia 11 (sexta-feira), na Praça Robson Siqueira Nunes, no Centro.

Cada município está adotando uma medida para evitar a proliferação do mosquito. Em Tanguá, já começaram as arrecadações de doações de mosquiteiros e redes protetoras de caixas d’água.

Os municípios de Rio Bonito e Tanguá possuem o Disque-dengue, para que a população ajude os órgãos responsáveis a identificar e combater os focos do Aedes aegypti. Quem quiser entrar em contato, o telefone de Rio Bonito é (21) 3634-4234, e o de Tanguá é (21) 2747-4127. Silva Jardim ainda não possui o Disque-dengue, mas o Programa Municipal de Combate a Dengue, também recebe ligações, o telefone é (22) 2668-1067.