Lívia Louzada
Verão, férias, praia, tudo isso pode ser muito bom, mas se as pessoas não se cuidarem, a estação mais esperada do ano pode se tornar uma vilã. Dengue, doenças intestinais, desidratação, insolação, conjuntivite, brotoejas, e muitas outras doenças podem acabar com as férias, ou o fim de semana de muita gente. Pensando nisso, a FOLHA decidiu alertar seus leitores, quanto ao perigo, os sintomas, e como evitar essas doenças.
Praia, piscina e calor, são uma ótima combinação para contrair algumas doenças, umas delas é a otite externa. Otite é uma inflamação do canal auditivo, e é provocada pelo calor e pela umidade, que acabam inflamando os pelos de dentro da orelha.
A doença ocorre mais em pessoas que tem o hábito de frequentar praias e piscinas. A otite causa crises de dor, e neste período, é preciso tomar analgésicos, e aquecer o local. Uma boa dica para quem costuma ter a doença, ou quer passar longe dela, é secar bem o ouvido, com uma toalha depois de sair da água.
Mais um mal que normalmente acomete as pessoas que abusam do sol, é a insolação. Ela acontece quando a pessoa fica muito tempo exposta ao sol, e pode causar falta de ar, dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura do corpo alta, queimadura na pele, extremidades arroxeadas, e até inconsciência. A principal maneira de evitar a insolação é usar sempre o protetor solar, e só pegar sol nos horários permitidos pelos médicos, ou seja, até as 10h e depois das 16h.
Quando se fala em brotoejas, vem logo a mente os bebês em época de verão. Pois a imagem não está errada, na maior parte dos casos, as brotoejas atacam as crianças, causando erupções vermelhas nas dobras da pele, como pescoço e axila. Para acalmar o local, é indicado o uso de pasta d’água. E para não ser pego pela doença, é necessário evitar o sol, roupas de tecidos sintéticos e não tomar banhos muito quentes.
Neste período do ano, os olhos também sofrem com doenças como a conjuntivite, uma inflamação muito contagiosa da pele transparente que recobre a esclera (parte branca do olho). Com a conjuntivite, os olhos ficam vermelhos e lacrimejando, e pode ser contraída muito facilmente em praias impróprias para o banho e piscinas sem tratamento adequado. Para evitar a contaminação é necessário não entrar em contato com a pessoa infectada, não compartilhar toalhas e nem entrar na piscina em que tenha uma pessoa com a doença.
A perda excessiva de líquidos e sais minerais, ou desidratação, como é mais conhecida, ocorre mais no verão porque é a estação do ano em que transpiramos mais. A situação começa a se agravar, quando a pessoa come algo, fica intoxicada e tem diarréia. A forma de evitar o mal, é simples, basta usar roupas leves, beber muita água, prestar atenção em prazos de validade do que come e observar se o alimento estava bem refrigerado.
De acordo com a pediatra, Liz Pajaro, que atende no PSF (Programa de Saúde da Família) do bairro Rio do Ouro, em Rio Bonioto, é preciso tomar cuidado no verão, para que a temperatura não acarrete problemas de saúde. Segundo ela, assim como a dengue, nesta época do ano, é comum aparecerem bebês com exantemas súbitos (viroses), e adultos com doenças exantemáticas (corisa e outros sintomas), além da diarréia, desidratação, insolação e intoxicação alimentar.
“Até mesmo a catapora, que geralmente aparece durante o mês de outubro, já vi neste verão. Por isso é preciso que as pessoas tenham cuidados básicos, como seguir as medidas de prevenção a proliferação do mosquito da dengue, tomar muito líquido, comer bastante frutas, e quando tomar sol, se proteger com bonés e filtro solar de boa qualidade”, disse.
Segundo a médica, também é preciso tomar cuidado com a preparação dos alimentos, como a maionese, por exemplo. Ela indica fazer o molho somente na hora de consumir. “As pessoas também precisam prestar atenção na manipulação dos alimentos, não comerem em lugares desconhecidos, evitarem comidas condimentadas, comerem coisas leves, e nunca se auto-medicarem, mas sempre procurarem um posto de saúde perto de casa”, conclui a pediatra.