Guilherme Duarte
 
Terminou no último dia 7 de abril o prazo para que secretários estaduais e municipais que pretendem concorrer nas eleições de outubro deixassem suas funções. A exigência também valia para magistrados e defensores públicos que pretendem  concorrer a uma vaga no Legislativo municipal. A lei diz que a desincompatibilização do cargo deve ocorrer seis meses antes da eleição, sob pena de que o futuro candidato seja declarado inelegível. Já os candidatos a prefeito que detêm cargos públicos terão até 7 de junho – quatro meses antes das eleições – para deixar seus cargos.
Do atual governo de Rio Bonito, a principal baixa foi a saída de Ronen Antunes da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. No lugar dele, assumiu a Pasta Elisângela Quintanilha. Ronen, que é presidente municipal do Democratas (DEM), ainda não teria definido se vai se candidatar ao cargo de vereador ou se vai ser vice de Matheus Neto (PSB), que é pré-candidato a prefeito. Outro que deixou o cargo foi o comandante da Guarda Municipal, Márcio Aurélio de Souza Soares, o sargento Soares, que deverá ser candidato a vereador pelo PPS. Luíz Antônio Sansão, que era o subcomandante, agora é o novo chefe da GM.
“Estou a disposição do grupo. Existem as duas possibilidades (vereador e vice-prefeito), mas ainda não tem nada definido. Vamos esperar a convenção do partido, que deve ocorrer no mês de junho, para tomarmos uma decisão. Nossa intenção é fortalecer o partido. Qualquer decisão a ser tomada será pensando no desenvolvimento do município”, explicou Ronen, acrescentando que a experiência que adquiriu durante os oito anos que esteve a frente das secretarias de Obras, Agricultura e Esporte podem pesar na decisão.
“Não há dúvida que minha experiência é no Executivo. Passei por importantes pastas, onde aprendi muita coisa. Mas como disse anteriormente, vou respeitar a decisão do grupo. Tenho a confiança do prefeito e vou esperar o momento certo para decidir. Não tenho preferência, pois o que realmente gosto é coordenação de campanha”, revelou Ronen, que é pós-graduado em marketing eleitoral e MBA em gestão empresarial.
A partir de 7 de junho, novos nomes também deverão integrar a lista de pré-candidatos. Este é o prazo de desincompatibilização para ministros de Estado, membros do Ministério Público, militares em geral, ocupantes de presidência, diretoria ou de superintendência de autarquia ou empresa pública, chefes de órgãos de assessoramento direto, civil e militar da Presidência da República e dirigentes sindicais. Já no dia 7 de julho, é a vez dos servidores públicos em geral, estatutários ou não, dos órgãos da administração direta ou indireta da União, Estados, Distrito Federal e municípios deixarem os cargos.