Flávio Azevedo
Com direito a reflexão na música “Até Quando” de Gabriel O Pensador, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) realizou no último dia 18 de abril, às 17h, o 3º Encontro de Educação sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), dos servidores municipais de Rio Bonito. A reunião, que contou com um número reduzido de profissionais do setor, foi realizada na Câmara de Vereadores e contou com a participação dos integrantes do projeto “Lona na Lua”.
A abertura do evento foi feita pela diretora de Assuntos Educacionais do SEPE, Lucy Teixeira, que iniciou falando sobre a trajetória do PCCR, desde 2010, os embates com o poder Executivo, as discussões com a representante do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) – órgão contratado pelo município para dar consultoria a Comissão que elaborou o Plano – e a dificuldade de se conseguir a adesão da categoria aos movimentos que buscam benefícios para os próprios servidores.
– O objetivo nosso aqui hoje é conversar sobre o texto do PCCR, porque em todo momento precisamos estar pensando nele. Esse ano, por conta do período eleitoral, nós já perdemos essa batalha, mas precisamos continuar cobrando e reivindicando a sua implantação – disse Lucy, acrescentando que durante a Aula Inaugural desse ano, o prefeito José Luiz Antunes disse que daria tempo de mandar Estatuto e o PCCR para a apreciação dos vereadores, “mas não mandaram”.
Sobre a dúvida de como seria a implantação do PCCR, Lucy comentou que o salário do professor seria reajustado para R$ 2,3 mil, disse que diferença entre professor I e II acaba e anunciou que o reajuste aconteceria por titulação. “Com bons salários, nós teremos em nossas salas de aula, professores com doutorado, mestrado etc.”, destacou. A líder sindical comentou também que o PCCR da Educação já está aprovado desde julho de 2011 e o plano de todos os servidores desde outubro do mesmo ano.
Outros temas e debates
Além dos esclarecimentos sobre o PCCR, outros pontos importantes também foram comentados, por exemplo, a obrigatoriedade das eleições para diretor das escolas municipais, determinação prevista em lei, desde 2009, mas que não é respeitada pela Prefeitura Municipal. “Fizemos uma comunicação a Câmara de Vereadores cobrando a fiscalização dos parlamentares sobre essa questão. O Legislativo, porém, nos enviou um ofício pedindo que nós enviássemos a eles, a lei que determina as eleições. Gente, a Câmara não ter uma lei municipal para saber se posicionar é um absurdo!”, disparou Lucy.