Guilherme Duarte

Perto de completar 166 anos de emancipação político-administrativa, Rio Bonito passa por um dos seus melhores momentos econômicos. Esse crescimento muito se deve a instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, que está previsto para entrar em operação somente em 2014, mas desde o início da sua construção vem promovendo uma transformação radical na região. Acostumados com a vida pacata de uma cidade do interior, a população viu sua rotina mudar radicalmente de uma hora para outra.

O município que antes era pouco visado pelos grandes empresários passou a ser o destino das principais redes varejistas do país, como por exemplo, o Ricardo Eletro. O presidente da Câmara de DirigentesLojistas da cidade, André Goettert, vê com bons olhos a chegada dessas grandes empresas. “O comércio em geral já vem sentindo um aumento significativo nas vendas. Com o passar do tempo, esse cenário deve melhorar ainda mais. Além disso, com a chegada dessas grandes lojas, novos empregos estão sendo gerados e os preços estão ficando cada vez mais competitivos. A população só tem a ganhar”, afirmou Goettert. 

Outro ramo que teve um “boom”  com a chegada do Comperj foi o setor de construção civil. Basta uma simples caminhada para constatar que a cidade virou um verdadeiro canteiro de obras. São prédios comerciais, casas geminadas, edifícios, entre outras construções. O empresário Aécio Moura afirma que o setor está vivendo sua melhor fase nos últimos 10 anos. “A construção civil sempre esteve em alta em Rio Bonito, mas sem dúvida a chegada do Comperj alavancou o setor, que está passando por seu melhor momento. A tendência é melhorar ainda mais, já que nos próximos 20 anos mais investimentos serão feitos na região”, revelou o empresário, que em breve fará o lançamento de mais um empreendimento, o Opportunity Center, um prédio comercial no Centro da cidade com mais de 40 salas.    

Quem também está colhendo os frutos do aquecimento do setor são os profissionais que trabalham nas construções, como engenheiros, arquitetos, pedreiros, pintores, eletricistas e carpinteiros. “Quando a construção civil está  bem, conseqüentemente, outros setores também estarão. Uma coisa leva a outra e isso é bom para o município e para os profissionais da área. Com a alta demanda, já está faltando mão-de-obra qualificada. Hoje há vagas em todos os setores da construção, de engenheiro a pintor. Por isso, acredito que esse é o momento certo para quem procura uma boa oportunidade de trabalho”, analisou Aécio.

De olho nessas boas oportunidades, muitos profissionais estão largando suas funções de origem para investir em outros ramos. Como é o caso do corretor Walmir Carvalho, popularmente conhecido como Walmir da Banca. Walmir deixou a banca de jornais que administrava há 18 anos, para se focar no seu mais novo trabalho, o de corretor de imóveis. “Era uma área que estava em franca ascensão e decidi arriscar. Com a chegada do Comperj, o mercado imobiliário ficou bastante aquecido. No momento, o setor de compra e venda deu uma retraída, mas acredito que em breve vai melhorar. No começo foi difícil, como em qualquer novo trabalho, mas já me adaptei e não me arrependo da decisão”, disse Walmir, que também abriu um espaço de festas e está investindo no ramo de eventos.

Já Célio Miranda, que é formado em Educação Física há 5 anos e pós-graduado, não perdeu tempo e já está cursando o 4° período de Arquitetura e Urbanismo. “Resolvi aproveitar as boas oportunidades que surgiram com a chegada do Comperj. Ainda continuo trabalhando com Educação Física, mas não vejo tantas possibilidades como em outras áreas. Por isso, comecei a estudar arquitetura, que é um ramo que está alta”, contou Célio.