Guilherme Duarte
Com o intuito de dar continuidade a série de entrevistas com os quatro pré-candidatos a Prefeitura de Rio Bonito, o Jornal FOLHA DA TERRA tentou entrar em contato com o deputado estadual Marcos Abrahão (PT do B), mas não conseguiu encontrá-lo. Apesar das inúmeras ligações durante a semana, um assessor do parlamentar afirmou que o deputado não poderia atender nossa reportagem, pois já teria outros compromissos agendados. Desta forma, a FOLHA traz nesta edição um breve perfil do político que vai tentar suceder o atual prefeito José Luiz Mandiocão (DEM).
Casado e pai de dois filhos, Abrahão foi o vereador mais votado da cidade em 2000. Dois anos depois, se candidatou a deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL) ficando como 1° suplente. Após a morte do deputado Valdeci Paiva de Jesus, ele assumiu a vaga do parlamentar. Na época, Abrahão chegou a ser acusado de ter sido o mandante do crime, mas nada foi comprovado. Em 2006, ainda pelo PSL, foi eleito com 36.714 votos. Desse total, cerca de 10 mil votos foram obtidos na sua cidade natal. Quatro anos depois, já pelo Partido Trabalhista do Brasil (PT do B), ele foi reeleito com 52.525 votos, sendo 15 mil em Rio Bonito. Número que o qualificada para brigar pela Prefeitura da cidade, já que o atual prefeito foi eleito em 2008 com pouco mais de 17 mil votos.
Filho de Faissar Abrahão e Georgina Flora, Marcos, de 50 anos, fez o curso primário no Colégio Estadual Barão do Rio Branco e no Maria Lídia Coutinho. Se formou em Técnico de Contabilidade no Colégio Rio Bonito e chegou a estudar até o 4° período de Direito na Universidade Salgado de Oliveira. Mas acabou optando por Administração de Empresas (formado pela Faculdades Integradas de Jacarepaguá). Em 1986, ingressou na Policia Militar.
Nas últimas eleições municipais, o deputado não conseguiu um bom resultado nas urnas. Apesar de ter recebido cerca de 10 mil votos na eleição de 2006, Abrahão “perdeu” a metade dos votos. Em entrevista logo após o pleito de 2010, ele justificou o fraco desempenho em 2008, quando apenas 5.040 riobonitenses optaram pelo seu nome para chefiar o município. “São eleições diferentes. A eleição municipal é muito mais acirrada. Em 2008, eu disputava com o prefeito José Luiz, que estava indo para o seu segundo mandato, e com Solange, que estava indicando Reis, mas o povo votava nela, que foi prefeita por dois mandatos. Além disso, ao longo dos anos, eles construíram no imaginário popular, a imagem dum Marcos Abrahão truculento, uma pessoa difícil, que se eleito, traria problemas para a cidade. Alguns boatos chegam a ser ridículos. Hoje, porém, essa situação mudou”, disse naquela oportunidade.
Nota da redação: A ordem dos entrevistados foi definida através de sorteio. Na próxima semana, a entrevistada será a ex-deputada federal Solange Almeida. Todos os pré-candidatos são avisados com antecedência na segunda-feira pela manhã e tem até a sexta-feira para conceder a entrevista. No caso do deputado estadual Marcos Abrahão foram realizadas diversas tentativas de entrevista, mas, de acordo com um assessor, ele não poderia atender a nossa reportagem. Vale ressaltar que a intenção dessa série de entrevistas é apresentar ao leitor o perfil de cada pré-candidato. A ordem dos entrevistados não irá prejudicar nenhum pré-candidato, já que após essa primeira rodada de entrevistas, uma nova série será lançada com outro formato, abordando temas importantes, como educação, saúde e segurança, entre outros. A cada semana os quatro pré-candidatos irão responder as mesmas perguntas sobre assuntos variados.