Benito Alemparte
Mais uma má notícia para os inscritos no cancelado concurso da Câmara de Rio Bonito (RJ): a Casa só terá um posicionamento sobre a devolução da taxa após a decisão judicial. A informação é do presidente da Câmara, Marcus Botelho, acrescentando que já prestou todos os esclarecimentos ao Ministério Público. Como a Justiça é morosa, os candidatos, certamente, serão submetidos a longo período de expectativa, a não ser que se unam para aumentar a pressão. Em período eleitoral, milagres acontecem.
A organizadora, Fundação de Apoio ao Instituto Benjamin Constant, finalmente admitiu o cancelamento em seu site, e jogou pesado contra a Câmara, que teria montado uma “artimanha” para inviabilizar o concurso e manter apadrinhados exercendo funções irregularmente. Como se vê, a briga promete ser boa. Uma das questões é a quem cabe ressarcir os candidatos da taxa e outras despesas: à Câmara, que tomou a iniciativa de cancelar a seleção e não tem recursos orçamentários para tal, ou à organizadora, que já teve despesas e não é culpada por não cumprir o contrato integralmente?
Nada disso aconteceria se as autoridades e gestores públicos agissem com responsabilidade e espírito público.
Fonte: Benito Alemparte / Folha Dirigida