Alfonso Martinez

Faltando quarenta e dois dias para as eleições do dia 7 de outubro, a ‘bolsa de apostas’  sobre os prováveis candidatos a vereadores de Rio Bonito que serão eleitos começa a ficar agitada, criando também especulações sobre qual grupo político conseguirá eleger a maior bancada no Legislativo, garantindo, pelo menos na teoria, uma administração mais tranquila para este ou aquele prefeito eleito. Com uma Câmara de Vereadores sem representatividade e considerada a pior das últimas décadas, com vereadores envolvidos em uma disputa desmedida pela presidência da Casa, e em um concurso fajuto que implicou em prejuízo para centenas de pessoas, a possibilidade de renovação dos pares (três deles não irão concorrer) é de 60%, segundo consulta feita pela FOLHA com personalidades da política riobonitense e ‘entendidos’ no assunto.

Se de um lado, partidários da candidata a prefeita Solange Almeida (PMDB) acreditam que seu grupo político tem possibilidade de eleger até quatro vereadores, o grupo do candidato governista, Matheus Neto (PSB), não fica atrás e também afirma que a meta é eleger o mesmo número de representantes na Casa de Leis. A coligação “Por Uma Nova Rio Bonito”, que reúne o PSB de Matheus e o PT, segundo uma jovem raposa política peesebista, deve ‘fazer’  três vereadores, numa disputa acirrada que está sendo travada pelos candidatos ainda sem mandato Claudinho do Bumbum Lanches, Jubinha, Sandro Santana, André Pijama e Damião, todos do PSDB (este último, que não conseguiu se eleger em 2008, quando somou 943 votos e perdeu a eleição por apenas um). Também corre atrás de uma vaga, Edelir Negão (PSDB),  que tem dobrado a sua votação a cada eleição.

Também apoiando o candidato do PSB, a coligação “Rio Bonito Seguir Crescendo” (PPS/DEM), acredita na eleição de dois representantes. A disputa mais forte estaria entre o vereador do Democratas Marcinho Bocão, que está no seu primeiro mandato (teve 1007 votos em 2008, quando foi o oitavo mais votado), o vereador Maninho (PPS), que busca o seu quarto mandato, mas enfrenta problemas de saúde, e Marlene Assistente Social, também do PPS.

O grupo da candidata peemedebista Solange Almeida, que concorre ao seu terceiro mandato e pode ser a primeira a se igualar ao atual prefeito José Luiz Mandiocão, que está na sua terceira administração, promete uma das disputas mais concorridas pelas dez cadeiras do Legislativo, podendo eleger até quatro vereadores, segundo seus próprios analistas.  A coligação “Unidos Venceremos” (PMDB, PR, PMN, PTC e PSDB) tem como nomes mais cotados os vereadores de mandato Caneco (PR) e Humberto Belgues (PSDB), os peemedebistas Reis  (com três mandatos) e Marquinhos da Luanda Car (que na sua primeira tentativa, em 2008, obteve 814 votos, mas não se elegeu por falta de legenda), e o atual vereador Fernando Soares (PMN). O ex-vereador Piaba (PMDB), que teve a sua candidatura indeferida, mas interpôs recurso, e continua fazendo campanha, corre por fora na disputa. Esse grupo espera eleger entre três e quatro candidatos. Mas tem que ficar de olho na coligação “Rio Bonito Uma Esperança Solidária” (PP, PTB, PSL, PRTB, PHS e PV), que também apóia Solange e tem nomes de peso para as urnas, como a atual vereadora Rita da Educação, do PP, que briga pelo seu terceiro mandato consecutivo, e ainda os ex-vereadores Branco (PTB) e Dr. Jorge Brandão (PHS). Outra coligação que apóia a ex-prefeita é a “Rio Bonito em Boas Mãos”, formada pelo PRB e PSC. O ex-vereador Zé da Padaria (PRB) deve ser o puxador de votos e sonha voltar ao Legislativo. Léo Peclat (PSC) e Humberto Guarda (PRB) são outros dois nomes que poderiam surpreender.

Uma fonte ligada ao grupo do deputado estadual Marcos Abrahão (PT do B), acredita que a coligação “Por Amor a Rio Bonito”, que reúne o PT do B de Abrahão e o PTN, deve eleger pelo menos dois candidatos, com a possibilidade de fazer ainda um terceiro, na sobra de legenda. A primeira vaga, segundo essa fonte, seria do atual vereador Neném de Boa Esperança (PTN), que está  na sua primeira legislatura (foi o mais votado em 2008, com 1.343 votos). A segunda estaria sendo disputada pelo ex-vereador Aissar (PTN) e o novato Xeroca, o primeiro, com forte penetração na igreja católica e com dois mandatos de experiência, já o segundo, contando com a força da juventude para renovar a Câmara. Também está correndo por fora Rafael do Rio do Ouro, do PT do B, que conta com apoio dos funcionários do Detran.

Se levarmos em conta as projeções dos analistas políticos e das lideranças partidárias do município, a Câmara deveria ter, pelo menos, 14 cadeiras para receber os novos vereadores eleitos no próximo dia 7 de outubro. Como o Legislativo só dispõe de dez vagas, fica para o leitor (ou o eleitor) fazer a sua conta e análise e descobrir quem serão os novos representantes da população na ‘nobre’ Casa de Leis.