Guilherme Duarte
Comprar um terreno em Rio Bonito, há cinco anos, era uma missão considerada simples e, até certo ponto, viável. Nos dias atuais, com o crescimento populacional nos municípios do entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), adquirir um imóvel na cidade se tornou uma tarefa bastante complicada para qualquer trabalhador. De acordo com informações de profissionais do ramo imobiliário, os valores de compra e aluguel dos imóveis em Rio Bonito mais que dobraram nos últimos dois anos, tanto na área residencial quanto na comercial.
Com a expansão imobiliária em alta, os grandes empresários do setor colocaram a mão no bolso e transformaram a cidade num verdadeiro canteiro de obras. São prédios comerciais, novos loteamentos, condomínios residenciais, casas geminadas, entre outras construções. E como a demanda ainda é maior do que a oferta, os preços dos imóveis não devem abaixar tão cedo, segundo especialistas do setor. Com a afirmação desse cenário, alguns empresários já começam a admitir a existência de uma bolha imobiliária no município.
“Desde a divulgação da instalação do Comperj em Itaboraí, o setor imobiliário passou a ter um lugar de destaque na economia do município. O empreendimento trouxe muita expectativa para região e o ramo imobiliário gira em torno disso. Hoje, a demanda ainda é muito maior do que a oferta e com isso é normal que os preços subam. Essa realidade, somada a outros fatores econômicos, como facilidade de crédito e especulação imobiliária, é o que podemos chamar de bolha imobiliária. Quando a oferta suprir a demanda, os preços vão começar a cair”, acredita o sócio diretor da Urbaniza, o empresário Gustavo Martins.
Lançamento
E de olho nessas oportunidades, a Urbaniza lançará no próximo mês mais um loteamento no bairro Viçosa, o “Chácara dos Três Coqueiros”, que contará com cerca de 100 lotes. “Será um loteamento todo calçado e com infraestrutura básica para chegar e morar. Com a chegada do Comperj, muitas pessoas passaram a investir em imóveis. A demanda ainda está muito grande e por isso vamos continuar investindo em novos loteamentos e no setor de construção civil”, disse Gustavo, que também lançará, no próximo dia 25, num projeto paralelo, um loteamento no bairro Jacuba com 30 lotes.
Já o empresário Aécio Moura, proprietário da Aeme Empreendimentos Imobiliários, não acredita na existência de uma bolha imobiliária no município. “A construção civil sempre esteve em alta em Rio Bonito, mas, sem dúvida, a chegada do Comperj alavancou o setor, que está passando por seu melhor momento. Não acredito que o preço dos imóveis irá abaixar num futuro próximo, o que já está acontecendo é uma estagnação nos valores, pois já atingiu um patamar muito elevado. Sem medo de errar, digo que a história de Rio Bonito pode ser dividida entre antes e depois do Comperj”, afirmou o empresário.
Para se ter uma noção da demanda em função do Comperj, em junho do ano passado, o empresário lançou o “Opportunity Center”, um prédio comercial no Centro da cidade com 45 salas e duas lojas e vendeu todas as unidades em apenas dois dias. “Rio Bonito, hoje, é dependente do Comperj. Tudo gira em torno do empreendimento. Nossa realidade mudou. Em dois dias, vendemos um prédio inteiro que só ficará pronto em meados de 2014. Os investidores estão mais agressivos. Por um lado, isso é bom para a cidade que se desenvolve, mas é preciso se preparar para os impactos negativos”, alertou Aécio.
A maré está tão favorável ao mercado imobiliário que está levando empresários de outros setores a migrarem para ramo imobiliário, como é o caso do empresário Bruno Soares, que deixou de lado a agência de veículos Brunauto para se dedicar a uma nova atividade. Ele e o sócio Moayr Schueller irão lançar ainda neste semestre um loteamento às margens da BR-101, no bairro Praça Cruzeiro. O “Residencial Alpha Ville” será totalmente calçado e contará com cerca de 200 lotes. “Estamos investindo numa nova tendência de loteamento. O mercado imobiliário está bastante aquecido e temos que aproveitar as oportunidades. Investir nesse mercado, hoje, é garantia de lucro, diferente de outros ramos”, explicou Bruno Soares.
Aluguel inflacionado
E não foram apenas os preços de venda que inflacionaram no município. Os aluguéis dos imóveis na cidade também aumentaram em mais de 100%. O corretor Rogério Souza, da R3E Negócios, também aponta déficit entre a oferta e a demanda como principal motivo do aumento nos preços. “A oferta ainda é pequena em relação a demanda. Com isso, os preços são colocados lá no alto. Hoje, é difícil encontrar um imóvel abaixo de R$ 1 mil. Desta forma, mais pessoas estão investindo em imóveis para locação. A princípio, a alta está sendo apenas no aluguel residencial. Na área comercial, projeto um aumento num segundo estágio”, avaliou o corretor.
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