Lívia Louzada
Parece até número cabalístico, mas infelizmente a realidade é triste. Pela 13ª vez a tradicional joalheria Caetano Jóias, localizada no Centro de Rio Bonito, foi furtada. O crime aconteceu na madrugada de sexta-feira (8) para sábado (9) de Carnaval. Os bandidos não arrombaram a joalheria, eles teriam entrado pela lanchonete Japão Sucos, que fica ao lado, também sem sinais de arrombamento, fazendo um buraco na parede da lanchonete, de aproximadamente 50cm de diâmetro. Segundo registro feito na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito, o prejuízo pode ter chegado a mais de R$250 mil, já que este é o valor estimado das jóias que estavam apenas no cofre, que também não foi arrombado.
De acordo com o registro, da joalheria, foram furtados 30 cordões, 120 pingentes, 80 anéis, e 70 pares de brincos, tudo de ouro, avaliados em cerca de R$250 mil. Já as peças banhadas a ouro foram, 40 anéis, 20 cordões, e 20 pares de brincos, avaliados em R$5 mil. Em prata, o prejuízo chegou a R$ 15 mil, com os 40 cordões furtados. Na Japão Sucos, por onde os criminosos entraram, foram furtados R$140,00 que estavam no caixa e uma máquina de moer café. No local foram encontrados uma touca ninja, dois pares de luvas e uma camisa.
Segundo informações, um funcionário da lanchonete teria chegado no comércio antes das 9h de sábado, e achado tudo revirado e o buraco na parede. Em seguida o proprietário da joalheria foi avisado e a Polícia Militar foi chamada. De acordo com os policiais, foram pedidas as imagens das câmeras de segurança, mas as câmeras não gravam. O único sistema de segurança da loja, seria um alarme contra arrombamento da porta, que não foi violada. Ainda segundo os policiais, também foram solicitadas as imagens das câmeras de comércios ao redor, mas também nenhuma estava gravando.
Indignação
Horas depois do acontecido, o proprietário da joalheria fez um protesto na porta da loja, onde colou alguns cartazes reclamando da falta de segurança em Rio Bonito, e da ausência de algumas autoridades na cidade. Uma das placas dizia: “Hoje estamos sem Delegado, Promotor e Juiz”.