Lívia Louzada
Depois de anos de tradição no comércio de Rio Bonito, comandando a empresa Indústria e Comércio Rio Vermelho, loja especializada em materiais de construção, Renato Clóvis de Oliveira, de 87 anos, mais conhecido como Renato Oliveira, faleceu na tarde do último domingo (17). O comerciante, que sofria de mal de alzheimer, estava internado desde o dia 18 de dezembro de 2012 no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito, por problemas intestinais, mas acabou não resistindo e faleceu por complicações nos pulmões, causadas por uma pneumonia.
Renato Oliveira foi velado e sepultado no Cemitério Parque Jardim das Acácias, na manhã da última segunda-feira (18), onde parentes e amigos deram o último adeus. O comerciante deixa a esposa, Maria Magdalena, e os filhos Claudio Renato e Sandra Regina. Renato era irmão de Silvio Roberto, Vera, Heloisa, José de Aquino e Aloísio, os dois últimos já falecidos. A missa de sétimo dia será celebrada neste sábado (23), na Igreja Matriz Auxiliar, no Centro de Rio Bonito.
História
Que seu Renato gostava de trabalhar e sempre foi conhecido por sua simpatia e gentileza nos comércios que teve, Rio Bonito inteiro sabe, mas poucos conhecem o início de sua trajetória. Filho de Alzira, mais conhecida como D. Zirota, e Murillo Mário, também tradicional comerciante de Rio Bonito, que chegou a ser correspondente do Banco do Brasil na cidade, quando ainda não existia agência, dada sua credibilidade, seu Renato começou ainda novo sua grande jornada.
Aos 13 anos começou a trabalhar na Farmácia União, de seu tio Nico, mas apesar de ter gostado bastante da experiência, aos 18 anos se alistou no Exército, onde ficou até os 22 anos, saindo de lá como sargento. Ao voltar para a cidade, abriu um comércio de café, chamado Sambê e Esplendor, teve depósito de doce e até cerâmica (Cerâmica Rio Vermelho), mas sua paixão mesmo foi a loja de material de construção, fundada em 1967, a Indústria e Comércio Rio Vermelho, hoje com 46 anos.
Há alguns anos, Seu Renato já havia se afastado do comércio por sua condição de saúde, e passado a bola para o filho Cláudio Oliveira. Segundo ele, seu pai sentia prazer em estar à frente da loja, onde fazia amigos, conversava com os clientes e tinha orgulho de ter ajudado tantas pessoas a construírem suas casas, por conta dos créditos que concedia.
Mas apesar de não gostar de ficar longe da loja, quando se dava o direito de não estar trabalhando, gostava mesmo era de estar em contato com a natureza, cachoeiras, a roça e principalmente os pés de jabuticaba, plantados em suas terras porque era a fruta preferida de sua mãe.
“Meu pai era um homem íntegro, austero, um mestre na arte de negociar, um pai exemplar. Uma pessoa de reputação ilibada, e símbolo de honestidade. Essa é a herança que meu pai deixa pra mim”, disse Cláudio.