Denílson Santos

“A Diferença na Ponta, A Escola no Centro, A Família o Elo”. Esse foi o tema do II Fórum de Educação Inclusiva, que a Prefeitura de Rio Bonito, através da Secretaria de Educação, realizou no último dia 31, no Esporte Clube Fluminense e reuniu mais de 300 pessoas de diversos segmentos da sociedade, como professores, diretores de escolas, pais, alunos, entre outros. Na abertura do evento, a Secretária de Educação, Ana Maria Figueiredo, fez um balanço do trabalho que vem realizando em prol da inclusão, juntamente com a sua equipe. “A participação e o apoio de todos os cidadãos nos nossos projetos têm sido muito importante, pois fazem com que o trabalho da educação seja reconhecido e respeitado. A inclusão é um direito garantido por lei. Somos especiais e diferentes, mas todos nós temos capacidade. Penso que daqui há alguns anos não possamos mais falar em educação inclusiva, mas somente em educação”, afirmou Ana Maria. “Estamos vivendo um momento de integração. Desejo que os professores aproveitem esse momento de aprendizado, e que possam aplicar nas escolas e nas suas vidas”, completou a Diretora de Ensino da Semec, Teresa Cristina Mota Moraes.

A Coordenadora de Educação Inclusiva do Município, Garrolici Alvarenga, abriu o círculo de palestras do evento falando sobre “as perspectivas e ações da Educação inclusiva na cidade”, que começou a ser implantada em 2005, ano que também foi realizado o I Fórum. “A inclusão em Rio Bonito é uma realidade porque os educadores se engajaram no projeto. O próximo objetivo é criar as salas de recursos, e vamos à Brasília com essa meta. A educação não é nada se nós não estivermos comprometidos com tudo isso. Como o tema diz: a diferença na ponta, a escola no centro, a família o elo. Nós somos a diferença nesse processo, e não podemos nos esquecer disso”, esclareceu Garrolici.

O elo entre a família e a escola também foi o tema de várias palestras que se seguiram durante o evento. “Rio Bonito está fazendo muito bem essa integração, esse elo. Tenho certeza que os desdobramentos desse fórum vão trazer os benefícios necessários para o trabalho aparecer”, garantiu a professora Claudia Pires, do Instituto Helena Antipof (RJ), que abordou o tema “Mitos e Responsabilidades”. Já a Sub-Coordenadora das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do Estado do Rio de Janeiro e titular da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Rio Bonito, Drª Bianca Mota Moraes, fez uma palestra com o tema “Família X Escola – Uma via de Mão Dupla”, abordando a composição atual da família e a relação de confiança com a escola, além da violência que vem com a exclusão. “A única violência que podemos permitir é a exclusão da violência. Esse processo de inclusão é gradual. Estou aqui para trazer toda parte jurídica, pois o nosso trabalho é todo voltado pra os interesses da comunidade”, concluiu a promotora.

O evento ainda contou com as palestras do Dr. Jair Luiz de Moraes, responsável pelo setor de Neurologia Infantil do Hospital Salgado Filho (“Desenvolvimento da Normalidade e Patologia”) e Laura Negro de La Pisa, Coordenadora de Projeto Sociais do Supermercado Mundial, que falou sobre “Empregabilidade”, além da participação do Grupo D Jota, de Maricá, que apresentou esquetes teatrais e apresentação dos alunos Deficientes Auditivos da Escola Municipal Estação Rio dos Índios, com o tema Paz.

Município muito à frente no processo de inclusão

O processo de inclusão está tão adiantado em Rio Bonito, que a cidade se preparou muito para realizar o II Fórum de Educação Inclusiva, em um trabalho cujos frutos também começam a aparecer. A equipe da Secretaria de Educação foi a Brasília, nos dias 5 e 6 de junho, apresentar o projeto para a Secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC), Claudia Pereira, com o objetivo de conseguir o apoio do Governo Federal para ampliar o Projeto de Educação Inclusiva na cidade. “A Educação no nosso país, precisa de uma modificação urgente para podermos implantar, de uma vez por todas, a educação inclusiva no nosso meio. Queremos comunicação não só na educação e cultura, mas queremos comunicação para nossa vida toda.Todos nós somos diferentes, aquele que se julga perfeito está equivocado, pois todos nós temos diferenças, cada um com a sua”, afirma a Secretária de Educação e Cultura Ana Maria Figueiredo.
*ASCOM/PMRB.