Uma nova testemunha traz de volta a polêmica em torno do assassinato do ganhador da Mega-Sena, Renné Senna, morto a tiros em janeiro deste ano, em Rio Bonito, na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro.

Em depoimento no Ministério Público (MP) de Rio Bonito, um policial reformado acusou um homem de ter recebido R$ 20 mil para cometer o crime. A testemunha sugere ligações entre ele, a viúva Adriana Almeida, presa acusada de ser a mandante do assassinato, e Ângela Senna, irmã da vítima.

Segundo o policial, o suspeito seria ex-namorado de Adriana, conhecido matador de aluguel da região e ligado a um grupo de extermínio local. Ele indica ainda que Ângela seria casada com um ex-presidiário e traficante de drogas da cidade, que também teria ligações com o suspeito.

Mesmo tendo confirmado as informações do depoimento, o Ministério Público disse que não vai divulgar o teor das declarações para não atrapalhar o curso das investigações. A nova denúncia, no entanto, ainda não consta nos autos do processo, que apura a autoria do crime e corre na 2ª Vara Criminal de Rio Bonito.

Além de Adriana, outras cinco pessoas estão presas acusadas de envolvimento na morte do milionário. Entre elas, está o ex-policial militar Anderson Souza, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Renné.