Guilherme Duarte

A juíza Renata Gil Alcântara, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, negou, na última segunda-feira (10), o pedido de relaxamento de prisão do ex-PM Anderson Souza, acusado de ter sido o autor dos disparos que mataram o milionário Renné Senna, no início do ano. Renata Gil também não atendeu ao pedido feito pela defesa para incluir um depoimento de uma suposta testemunha que disse ao Ministério Público que o assassino de Renné não foi o ex-PM Anderson Souza. A juíza explicou, através da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça, que ouvir a testemunha seria uma medida protelatória, que “adiaria ainda mais o andamento do processo”.

Na última quinta-feira (8), o promotor Guilherme Macabu já havia dado parecer contrário à realização de um novo depoimento e à soltura do ex-PM. Para o Ministério Público, as investigações conduzidas por policiais da 119ª DP (Rio Bonito) e da Delegacia de Homicídios produziram provas suficientes para que quatro dos seis acusados sejam levados a julgamento. São eles: a viúva Adriana Almeida, Anderson Souza, Ednei Gonçalves Pereira e a professora de Educação Física Janaína Oliveira Costa, mulher de Anderson. Os promotores entenderam que não há provas contra o cabo Marco Antônio Vicente e o sargento da corporação Ronaldo Amaral.

Além de negar os pedidos do advogado, a juíza determinou o encaminhamento do processo à Defensoria Pública para que o responsável pela defesa de outro acusado – o cabo da PM Marco Antônio Vicente – faça as alegações finais, para que ela decida quem irá a julgamento pelo crime.