Com um parecer favorável do vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, um dos membros das comissões de Finanças e Orçamento e de Justiça e Redação, e principal adversário político do atual governo, a Câmara de Rio Bonito aprovou, na reunião do último dia 13 (terça-feira), por 7 votos a 2, cerca de R$ 2,2 milhões em verbas para a saúde. Os recursos são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e estavam depositados na conta da prefeitura há mais de dois anos. O fato de durante todo esse tempo o dinheiro não ter sido usado pela Secretaria de Saúde, gerou discussões entre o poder Legislativo e o Executivo e fez com que as mensagens do executivo aguardassem cerca de um mês para serem votadas. Além de Reis, votaram pela aprovação os vereadores Aissar Elias, Marcus Botelho, Jorge Brandão, Maninho, Abrahão Nicolau e Rita de Cássia. Os vereadores Humberto Belgues e Marcos Braga votaram contrários a aprovação, já que, segundo eles, isso seria inconstitucional, e o presidente da Casa, vereador Caneco, não precisou votar, de acordo com o regimento interno da Casa.
Em seu parecer, lido em plenário, o vereador Reis sustentou que “se não é uma falta de responsabilidade, pelo menos é um grande descuido do executivo... haja vista que os recursos estavam há três anos na conta da prefeitura e não foram utilizados até a presente data.” Reis acrescentou que como “homem público e responsável que sou, e preocupado com a saúde da população, jamais poderia votar contra uma matéria a favor da saúde do povo”. O vereador se disse revoltado com a atitude de alguns adversários, que, segundo ele estariam espalhando pela cidade que seu voto seria contrário a aprovação dos recursos. “Isso é uma covardia que estão fazendo”, disse Reis, quando usou da palavra durante a reunião de terça-feira, “porque seria uma irresponsabilidade minha”, frisou.
Foi através do parecer favorável do vereador Reis que a matéria pôde ser aprovada, já que os presidentes das duas comissões deram pareceres contrários às quatro mensagens do executivo nos valores de R$ 160.000,00, R$ 305.647,11, R$ 276.103,40 e R$ 1.472.552,90, totalizando R$ 2.214.303,41.
-- Eu defendo a melhoria da área de saúde e não poderia deixar uma verba de quase R$ 2,3 milhões do governo federal ser devolvida por culpa do executivo. Quem sairia perdendo com isso é o povo – explicou o vereador.
De acordo com Humberto Belgues, se a Câmara não aprovasse os recursos, a prefeitura poderia ser multada pela terceira vez. “A aprovação dessas mensagens fere princípios constitucionais”, disse ele, esclarecendo que é a favor de melhorias na área de saúde, mas que seu voto seguia a sua consciência.