
UM TELEJORNAL EDUCATIVO
Diferente. Dinâmico. Inovador. Nova e enriquecedora opção na TV. Assim se apresenta o telejornal “Repórter Brasil”, de segunda a sábado, às 21h, na TV Brasil – uma emissora que estreou no dia 2 de dezembro de 2007 com foco no cidadão e não no consumo. Nos estúdios da TVE, no Rio, Luciana Barreto apresenta as notícias do dia no Brasil e no mundo, e, da Radiobrás, em Brasília, Luiz Lobo faz parceria com a morena. Cobertura exclusiva do Congresso Nacional, com direito a entrevistas ao vivo com parlamentares. No estúdio, em Brasília, Lobo sai da bancada e senta com convidados para entrevista sobre fatos relevantes do dia; o ambiente mais parece uma sala de estar. Barreto, do Rio, também faz perguntas. Isso dá movimento ao programa. Antes dos intervalos, há uma enquete com pessoas na rua respondendo uma pergunta proposta. Além de tudo isso e alguma novidade a mais, o telejornal tem uma função educativa: quando expõe certos assuntos, como por exemplo, há alguns dias em que explodiu um botijão de gás num prédio no Centro do Rio, a produção teve a idéia de trazer um especialista explicando os cuidados que se deve ter com o objeto, acompanhado de dicas e métodos preventivos. Como se não bastasse, o quadro “Outro Olhar” dá oportunidade aos telespectadores de enviarem vídeos produzidos por si que mostrem atividades ou tarefas de cunho social ou ligado à natureza, numa produção regional e independente.
Enfim, uma proposta de grande valor que vem, num só programa, trazer a real função de uma TV pública: a interatividade, isto é, o “povo telespectador” participa do processo e, dessa forma, compreende melhor as informações. De que adiantaria a TV Brasil vir com um telejornal como os outros... A notícia é simplesmente lançada. Se você não prestar bastante atenção, parece, até, que nem assistiu ao telejornal, embora tenha certeza de que ficou sentado frente à televisão do início ao fim da exibição. Para que o receptor entenda, a notícia deve ser emitida com base em análise, com fontes seguras e, acima de tudo, com uma arrumação bem ordenada em começo, meio e um possível fim porque, como todo mundo gosta de uma “novelinha”, vai entender direitinho o contexto da história.
E o mais precioso nisso tudo é que o “Repórter Brasil” tem uma função educativa enorme, o que o difere dos demais levados ao ar. Se de fato a grande mídia se preocupasse em dar a notícia dessa forma tão elegante e cuidadosa, nossa gente seria bem mais inteirada nas questões nacionais e internacionais. Mas, como parece que não há muito interesse nesse quesito, o povo continua assim... “Vi, mas não entendi... Engraçado!”.
A TV Brasil e a produção do telejornal analisado aqui estão de parabéns pela iniciativa! E digo mais: mantenham essa linha, prossigam no mesmo viés e, com essa garra, serão responsáveis por brasileiros sapientes e conscientes num futuro bem próximo. Viva a TV pública, ela já chegou!