Em maio os pecuaristas fluminenses têm mais um compromisso com a sanidade de seus rebanhos. Este é o mês para a imunização contra a brucelose. Devem ser vacinadas as bezerras com idade de três a oito meses, com uma única dose, que protege o animal por toda a vida.
A brucelose bovina é uma doença contagiosa, que traz prejuízos econômicos e riscos à saúde pública. Segundo a médica veterinária Luciana Acioli Pereira, da Coordenadoria de Defesa Sanitária Animal da secretaria estadual de Agricultura, a doença provoca aborto nas fêmeas, cujos restos placentários contaminam pastagens, instalações, fontes de água etc. O leite das vacas doentes também é responsável pela transmissão. No homem, a contaminação se dá através do manejo com animais infectados ou pela ingestão de produtos de origem animal (carne, leite e derivados), não inspecionados pelo serviço oficial de inspeção sanitária, e pode causar artrite e esterilidade. – É imprescindível consumir somente produtos de origem animal que contenham o selo de inspeção (SIE ou SIF) na embalagem. É a garantia de que o leite, por exemplo, foi pasteurizado e os demais produtos, processados dentro das normas sanitárias vigentes – ressalta a veterinária.
Por tratar-se de vacina viva, produzida a partir da bactéria brucella abortus, sua aplicação somente pode ser feita por veterinários cadastrados na Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. Esses profissionais estão autorizados a emitir a Declaração de Vacinação, que o produtor deve obrigatoriamente apresentar ao Núcleo de Defesa Agropecuária de sua região.