Flávio Azevedo

O pré-candidato a vereador Aliézio Nunes de Mendonça (PP), disse na última terça-feira (13), que não está apoiando a pré-candidatura a prefeito do deputado estadual Marcos Abrahão (PSL), como ele afirmou a reportagem da FOLHA, no dia 30 de abril, (Edição 375). Na mesma ocasião, o deputado também anunciou que o engenheiro civil, Adílio José Alves (PT), será seu vice. De acordo com Mendonça, há cerca de dois meses Abrahão teria feito um convite para que ele fosse o seu vice nas eleições municipais de cinco de outubro.

Aliézio frisa que ser sondado por Marcos Abrahão para ser seu vice é uma coisa, confirmar o apoio é bem diferente. “Eu até fico honrado com o convite que o deputado me fez, mas foi somente uma conversa”, disse Aliézio, afirmando que soube da declaração de Abrahão pela FOLHA.

– As pessoas precisam saber de três coisas: a primeira, é que fiquei muito triste quando li a notícia, em que Marcos Abrahão me colocou como integrante do seu grupo, porque isso não é verdade. A segunda, é que fiquei mais triste ainda, aliás, até me decepcionei com companheiros que me conhecem, mas mesmo assim, acreditaram nas palavras do deputado, que não eram verdadeiras, pelo menos quando falava a meu respeito. E, em terceiro, hoje eu faço parte do PP, mas não sou candidato, pois até as convenções, que devem ocorrer em junho, ninguém é candidato a nada – concluiu.

Uma dos personagens mais conhecidos da vida pública de Rio Bonito, Aliézio Mendonça é respeitado por ser um político que sabe transitar nos bastidores do poder. Ele já foi vereador em quatro oportunidades e presidiu a Câmara Municipal por duas vezes. Considerado por aliados e adversários um grande articulador político, Mendonça também é advogado e policial civil. Entre os anos de 2001 e 2002, quando foi par de Marcos Abrahão na Câmara de Vereadores, Aliézio e o atual deputado em várias oportunidades se desentenderam. Aliézio atualmente está inscrito no Partido Progressista (PP), que é presidido pela secretária municipal de saúde, Mônica Figueiredo, que faz parte da base política do prefeito José Luiz Antunes.

Faz coro com o ex-vereador, o conselheiro tutelar Alessandro Silva (PMN), que também é pré-candidato a vereador, e foi mencionado pelo deputado Marcos Abrahão como um dos nomes que integram a sua base política. Alessandro explica que foi procurado pelas lideranças políticas da cidade, entre elas Abrahão. “Confesso que me sinto honrado em ser lembrado pelo deputado, mas eu não afirmei que o apoiaria, como ele disse na entrevista”, comentou Alessandro na última quarta-feira (14).

O conselheiro explicou porque ele não poderia ter fechado com o deputado. “Quando o PMN e o PTN ainda estavam coligados, ficou acordado que cada um apoiaria o prefeito que quisesse. Mas como a coligação não vingou, o nosso presidente Ronaldo Oliveira está dialogando com outros partidos para coligar. Mesmo que quisesse, eu não poderia fechar com ninguém. Imagina se eu confirmar apoio a Marcos Abrahão e o partido fizer uma coligação apoiando Reis ou José Luiz para prefeito”, avalia Alessandro.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC), também foi citado pelo deputado como um dos que estariam integrando a sua base política. Mas o vice-presidente do partido Rodrigo Dutra, que por acaso é filho do pré-candidato a prefeito Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PR), comentou na última quinta feira (15), que não existe a mínima possibilidade do PTC estar no grupo do deputado. “Apesar de ainda não ter acontecido as convenções, onde são fechadas as coligações, o nosso grupo já se reuniu e decidiu coligar com o PR”, esclareceu.