Adriana Almeida, conhecida como a viúva da Mega-Sena buscar, não será mais solta. Segundo o plantão da Justiça do Rio, uma pesquisa que é feita antes da liberação de qualquer preso indicou outro processo a que ela responde em Arraial do Cabo, em que é acusada de falsidade ideológica. Com isso, não pode ser cumprido o habeas corpus concedido na noite de quinta-feira (26) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Adriana é acusada de planejar a morte do marido, o milionário Renné Senna, em Rio Bonito, na Baixada Litorânea do Rio, em janeiro de 2007.
“Ela responde a um processo em Arraial do Cabo. Certa vez, o juiz do município pediu que ela fosse interrogada e foi feita uma requisição de réu preso. Acredito que por isso no sistema conste que ela está presa pela Justiça de Arraial do Cabo, o que não é o caso. Ela está presa pelo juízo de Rio Bonito”, explicou o advogado da viúva, Jackson Costa Rodrigues.
Segundo o advogado, ela é acusada de falsidade ideológica por ter comprado um apartamento sem informar seu estado civil, na época em que já era casada com Renné. O advogado afirmou ainda que não há mandado de prisão expedido nesse processo.
"Vou ter que me reportar ao juiz de Arraial e trazer a comprovação para a Justiça de Rio Bonito, para que seja expedido um novo alvará de soltura", afirmou.
Novo alvará de soltura
Segundo o plantão judiciário da capital, como consta esse outro processo contra a viúva, o habeas corpus não pôde ser cumprido. Segundo a Justiça, seu advogado terá que comprovar que ela está liberada também por esse outro processo. Isso só deverá acontecer na segunda-feira.
A decisão sobre a concessão do habeas corpus foi tomada por unanimidade pela Quinta Turma STJ, que votou em acordo com a relatora Laurita Vaz.
Segundo o STJ, a decisão foi tomada pelo excesso da prisão preventiva, que fez a cabeleireira e os outros réus ficarem presos um ano e cinco meses sem que fossem condenados ou sequer julgados.
Fonte: G1