
Mudanças necessárias e urgentes
Depois de uma acirrada disputa eleitoral pela cadeira de prefeito e pelos 10 acentos da Câmara Municipal de Vereadores, uma pergunta martela a cabeça de cada riobonitense: “O que vai mudar em nossa cidade”? Bem, é bom saber, que enquanto muitos aproveitam para se preocupar com a troca de secretários municipais e as pessoas que serão nomeadas para cargos comissionados e de confiança, tanto na esfera do Executivo, quanto do Legislativo, eu fico na torcida por outras mudanças. Aliás, penso que não seriam mudanças e, sim, transformações.
Oxalá, que nós tivéssemos mudanças significativas na mentes e nos corações não só dos políticos, mas, sobretudo dos eleitores. Essa mudança deveria começar ao exigirmos com consciência, mais imparcialidade da imprensa, dos jornalistas e dos donos de veículos de comunicação. Contudo, penso que isso não é tudo, pois a cereja do bolo, em minha modesta opinião, seria vermos nós, os cidadãos, agindo e pensando também de forma imparcial. Afinal, assim como nós precisamos respeitar o outro, para exigir que o outro nos respeite, acredito piamente, que nós devemos ser imparciais para exigir imparcialidade do outro. Eu não tenho dúvida, que através dessa conduta, imprensa e pessoas, não permitirão que circos sejam criados em cima de histórias que já nascem falaciosas, duvidosas e, quiçá, inventadas.
Sem dúvida, uma postura imparcial permite a qualquer pessoa emitir opiniões que podem ser ouvidas com credibilidade. Se essa mudança acontecer, eu estou convencido que o povo poderá refletir melhor sobre os atos do Executivo e do Legislativo. Portanto, vamos nos empenhar para deixar de lado o partidarismo e a paixão, porque ao contrário do que aprendemos ao longo da vida, política não é igual a futebol, e deve ser discutida sim. Digo isso, porque o discurso e o debate eram os principais instrumentos de Sócrates e Aristóteles, quando a política na sua concepção ocidental surgiu na Grécia. Baseado nisso, penso que a população deve desenvolver o senso crítico. E, mais importante que isso, seria os políticos e educadores permitirem que esse mesmo senso crítico fosse desenvolvido e praticado livremente.
Só assim teremos lucidez para cobrar os direitos que nos são garantidos pela Constituição Federal. Apesar disso, vejo que muita gente ainda acha que o político é uma espécie de “papai” ou “mamãe”. Aliás, eu percebo com tristeza, que algumas pessoas pensam que o seu representante político é o ‘Chapolin Colorado’, porque quando se vêem em apuros falam as seguintes palavras: “Oh! E, agora, quem poderá me defender”? É claro, que essa frase é proferida com a esperança de que o seu político apareça do nada e responda: “eu, o seu vereador”! Em tempos modernos, como esse que vivemos, essa é uma situação que não cabe mais. Apesar disso, eu reconheço também, que alguns políticos fazem questão de ser um ‘Chapolin’.
Fecho esse artigo, esperançoso que as experiências adquiridas na campanha de 2008, tenham marcado com profundidade os políticos e seus puxa sacos – e a quantidade é grande! Que ambos tenham compreendido que campanha política não se faz emporcalhando nossos quintais e caixas de correio, com cartas, jornais apócrifos e DVDs de autoria duvidosa. Na verdade, eu torço para que essas pessoas percebam que embora seja grande o número de eleitores que vendem o voto, o quantitativo de gente que está votando em quem apresenta melhores projetos e propostas tem aumentado significativamente.
Que nas próximas eleições, as pessoas que votam e são votadas, estejam interessadas no bem de Rio Bonito e não em vantagens para o seu próprio umbigo. Que tenhamos decência e padrões elevados para entregar o nosso voto, àquele candidato que apresente a melhor proposta de idéias e não a melhor proposta financeira. Penso que essa mudança acontecerá de forma gradativa e passo a passo. Mas que ocorra! Aliás, já poderemos cobrar essas transformações em cada um de nós na próximas eleições, em 2010.