Flávio Azevedo

Durante a sessão da Câmara Municipal de Vereadores do último dia 30 de outubro (quinta-feira), o vereador Aissar Elias de Moraes (PR), denunciou que o patrimônio público, na Rua Rodrigues Coelho, no Green Valley está sendo dilapidado. De acordo com o vereador, as calçadas e tampas de bueiros ao longo da rua estão sendo danificadas pelos inúmeros caminhões que estão transitando diariamente pela estrada transportando barro, que está sendo retirado de um barreiro local. “A minha preocupação não é com o barreiro, que tem licença da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para funcionar e ser explorado. Eu estou preocupado é com integridade física das pessoas que caminham todos os dias por ali. Em alguns lugares existe ponta de ferro exposta e isso pode machucar alguém”, disse o vereador.

Ainda segundo Aissar, também preocupa o desgaste do asfalto que não foi construído para suportar trânsito pesado por ser em uma área urbana. “O asfalto é outro problema que poderá acarretar prejuízos aos cofres municipais”, alertou. O vereador informou que levou o caso ao Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Luis Francisco Soares. “Segundo ele, a firma responsável pelos caminhões já foi notificada sobre o problema. Espero que esse problema seja solucionado de maneira rápida para evitar problemas de maiores conseqüências”, concluiu.

Tráfego pesado

Também preocupado com essa situação, o vereador Humberto Belgues (PSDB), comentou que em um dia ele contou 56 caminhões enfileirados aguardando para serem carregados com o material retirado do barreiro. “Buscando uma solução para essa situação, conversei com os proprietários do barreiro e eles confirmaram que estão vendendo barro para a empresa Oriente e ficaram consternados com a situação. Imediatamente eles cobraram uma solução para o problema por parte da empresa”, disse Belgues, frisando que o número excessivo de caminhões ao longo da via já diminuiu. Os caminhões ficam agrupados em um posto as margens da BR–101, e são liberados de cinco em cinco para fazer o trajeto até o barreiro.

Procurado pela reportagem da FOLHA, na última quarta-feira (5), o empresário Rodolfo Siqueira Nunes, proprietário do barreiro, assegurou que tudo que for lesado pelos caminhões será recuperado sem nenhum ônus para o poder público. “O riobonitense pode ficar tranqüilo, porque se a Oriente não consertar o que for danificado, certamente nós faremos os reparos”. Ainda de acordo com o empresário, cerca de 120 m³ de barro deverão ser retirados do local, onde deverá ser construído um condomínio residencial. “Nossa previsão inicial é que o serviço terminasse em três meses, mas isso varia de acordo com o volume de chuvas. Com o terreno úmido temos que parar, porque os caminhões levariam lama para a estrada e as reclamações seriam inevitáveis”, afirmou.